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Rafa Kalimann teve crise de pânico; saiba como ajudar alguém nessa situação

Reprodução/Instagram/@rafakalimann
Imagem: Reprodução/Instagram/@rafakalimann

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo*

22/09/2020 13h35

Rafa Kalimann, vice-campeã do BBB 20, disse no Twitter na noite de ontem (21) que teve novamente uma crise de pânico durante o final de semana. Havia mais de um ano que a doença não se manifestava.

"Esse final de semana, mais de um ano depois a minha síndrome do pânico me deu um doloroso "oi", sem causa, sem motivo, ela veio silenciosa como é e causou dor", disse a influenciadora digital.

A jovem também disse acreditar que esse momento vai passar e agradeceu o apoio e carinho dos fãs.

De acordo com a psiquiatra Denise Gobo, médica voluntária no Protoc (Programa Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo) do IPq HCFMUSP (Instituto de Psiquiatria de Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), a maior parte da população terá uma crise de pânico em algum momento da vida, independentemente de ter ou não uma doença psiquiátrica.

Entenda o que é a síndrome do pânico

Síndrome ou transtorno do pânico é uma doença e uma de suas características é a existência de crises de pânico. As crises são episódios, ataques que a pessoa pode ter repentinamente. Entre os principais sintomas estão:

  • Medo muito intenso de que algo ruim pode acontecer;
  • Sensação iminente de morte;
  • Taquicardia (batimentos cardíacos acelerados);
  • Sudorese (suor intenso);
  • Sensação de mal-estar ou uma sensação de que a pessoa vai perder o controle sobre si;
  • Falta de ar;
  • Sensação subjetiva de sufocamento por conta dessa falta de ar;
  • Tremores nas mãos;
  • Sensação de formigamento, de tontura ou de vertigem.

Gatilhos para a crise

Segundo o psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, Elton Kanomata Kanomata, crises de pânico estão associadas a experiências traumáticas ou estressantes, mas a ciência ainda não descobriu como surgem.

"Estudos de neuroimagens associam áreas específicas do cérebro que estão alteradas, se comparadas com pessoas que não sofrem de síndrome do pânico", explica o médico, que complementa que nesses estudos não existem conclusões do porquê e como se justificam essas alterações e quais são os mecanismos que levariam a gerar uma crise de pânico.

Como ajudar alguém durante um ataque de pânico?

1. Respiração concentrada
Como a pessoa está em um momento de desespero, é natural que ela fique com a respiração curta, gerando uma hiperventilação, isto é, o pulmão recebe mais ar do que o necessário, prejudicando as trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico.

Então, em casos de crises, oriente a pessoa a fazer uma respiração quadrada, ou seja, inspira, segura o ar, expira e aguarda para respirar novamente, contando de 1 a 4 em cada etapa. Concentrar-se na respiração é uma maneira de tirar o foco da crise.

2. Questione sobre medicamentos
Pode ser que a pessoa nunca tenha tido uma crise ou pode ser que ela já faça algum tratamento para síndrome do pânico ou algum outro transtorno psiquiátrico. Perguntar a ela se é a primeira vez ou se toma alguma medicação, pode ser muito útil. Talvez a pessoa esteja com o medicamento, mas no momento da crise, não se lembre.

Geralmente psiquiatras receitam para pacientes em tratamento de doenças que possam gerar crises de pânico, ansiolíticos a base de benzodiazepina que funcionam como um balde de água fria em uma fogueira: o efeito é quase que imediato.

3. Mude o foco
Crises de pânico duram entre 15 e 30 minutos e quanto mais a pessoa tirar o foco da crise e dos sintomas que está sentindo, mais rápido a crise tende a acabar.

Você pode chamar a atenção para objetos do lugar onde está, pedir para que a pessoa descreva o ambiente em voz alta ou até mesmo pedir para ela preste atenção na sua voz, no que você fala.

4. Acolha e converse positivamente
Lidar com alguém que está tendo um ataque de pânico requer muita calma e paciência. Ouvir com atenção, falar de forma calma e tranquila e sem desprezar o que o indivíduo está sentindo, é fundamental, afinal a pessoa, além de estar com medo, pode estar achando que vai morrer a qualquer momento.

Falar que a crise irá passar logo, assim como as outras crises, caso ela já tenha tido outras antes e falar mensagens positivas, sempre respeitando o que a pessoa está sentindo, também pode ajudar.

5. Oriente a busca por ajuda médica
Caso seja a primeira vez que a pessoa esteja tendo uma crise, é indicado que ela seja encaminhada para auxílio médico imediatamente.

É possível também que, mesmo com crises eventuais ou constantes, a pessoa não esteja fazendo algum tratamento médico para descobrir o que pode estar gerando as crises. Nestes casos, orientar a ida ao médico é fundamental, já que nem toda crise de pânico está relacionada com doenças psíquicas.

*Com informações de reportagem publicada em 03/10/2019.

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