PUBLICIDADE

Topo

Carne de frango é rica em proteínas e vitaminas: diferencie seus cortes

iStock
Imagem: iStock

Thais Szegö

Colaboração para o VivaBem

12/06/2020 04h00Atualizada em 12/06/2020 11h29

Quando se pensa em um cardápio saudável, a carne de frango logo é lembrada, principalmente o peito. E toda essa fama é merecida. Ela oferece proteína de alto valor biológico, o que significa que contém todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidades orgânicas. Graças a isso, desempenha um papel importante na construção e manutenção da massa muscular, no crescimento e reparação dos tecidos do corpo e no aumento da saciedade, além de ter digestão mais fácil do que a carne bovina.

Ela também é fonte de muitos nutrientes. Um exemplo são as vitaminas do complexo B, importantíssimas para o metabolismo e o sistema nervoso. O alimento ainda é rico em ferro, essencial para o transporte do oxigênio e que se estiver em falta no organismo pode levar a anemia e a problemas imunológicos e de desempenho mental, selênio, que tem ação antioxidante e melhora as defesas do corpo e o funcionamento da tireoide, e fósforo, que ajuda a deixar os ossos fortes.

Mas, sem dúvida, o seu grande diferencial em relação às outras fontes de proteína está no fato de ela ser bem magra. Para se ter uma ideia, 100 g de patinho bovino grelhado tem 219 kcal e 7,3 g de gordura, enquanto a mesma quantidade de peito de frango sem pele cozidas tem 163 kcal e apenas 3,2 g de gordura.

E, ao contrário do que se imagina, não é só o peito que tem essa vantagem. A gordura da ave está concentrada na sua pele, por isso, se ela for removida, a carne do seu corpo todo fica bem leve. Por exemplo: uma porção igual de coxa de frango sem pele tem 167 kcal e 5,8 g de gordura. Com a pele, esses valores saltam para 215 kcal, 10,4 g de gordura.

Não é preciso ter medo dos hormônios

Cuidados ao comprar carne de frango no mercado - iStock - iStock
Compra da carne pede cuidados: pesquise sobre a origem antes de colocar no carrinho do mercado
Imagem: iStock
Muita gente propala por aí a informação de que não é uma boa ideia incluir o frango com frequência no cardápio porque ele é cheio de hormônios usados para o seu crescimento, o que faria mal aos humanos. Mas, isso não passa de fake news.

A suspeita surgiu porque o tempo que o animal leva para crescer e ficar pronto para o abate se tornou muito menor nos últimos tempos. No entanto, isso acontece por causa de alterações genéticas, tecnológicas e na sua criação, eles são colocados em locais com temperatura alta e iluminação praticamente o tempo todo e nos quais podem comer à vontade, fatores que fazem com que eles se desenvolvam com mais rapidez. Além disso, desde 2004 o uso desse tipo de substância na criação das aves foi proibido por uma norma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Já quando se trata dos antibióticos utilizados para evitar que esses animais fiquem doentes, o assunto é controverso. Existem especialistas que acreditam que seu uso pode fazer com alguns animais permaneçam com patógenos resistentes em seu intestino. Dependendo de como o alimento é manipulado, isso poderia gerar sua contaminação e a ingestão de uma bactéria mais resistente.

Quem não quer correr o risco deve ficar atento ao selo de buscando informar-se sobre a existência de um selo de Inspeção Sanitária e Veterinária. Você também pode optar pelo consumo de aves orgânicas.

Saiba mais sobre os principais cortes de frango

1. Peito
É o corte mais magro da ave. 100 g do alimento cozido sem a pele conta com apenas 163 kcal, 3,2 g de gordura e 89 mg de colesterol (se a pele não for retirada, esses valores pulam para 212 kcal, 7,6 g de gordura e 109 mg de colesterol). É uma boa opção para preparos cozidos, refogados, desfiados e com recheios. Mas tome cuidado: como tem pouca gordura, pode ficar um pouco seco.

2. Sobrecoxa
É bastante saborosa e pode ser feita com osso ou desossada, cozida, refogada e assada. 100 g assadas sem pele têm 233 calorias, 12 g de gordura e 145 mg de colesterol. Com a pele, são 260 calorias, 15,2 g de gordura e 158 mg de colesterol.

3. Coxa
Também dá um gostinho bem especial ao prato e pode ser servida de diversas formas. Por ter um pouco mais de gordura, seu preparo é mais fácil e fica mais suculenta. A mesma porção cozida sem pele tem 167 calorias, 5,8 g de gordura e 133 mg de colesterol. Com a pele são 215 calorias, 10,4 g de gordura e 145 mg de colesterol.

4. Asa
Trata-se de um pedaço da ave com muito pouca carne e muito osso. Por isso, costuma ser consumida assada, cozida, grelhada ou ensopada com a pele e 100 gramas têm 231 calorias, 15,1 g de gordura e 113 mg de colesterol.

5. Miúdos
O coração (207 calorias, 12,1 g de lipídio e 280 mg de colesterol em 100 gramas) e o fígado (106 calorias, 3,5 g de gordura e 341 mg de colesterol em 100 gramas) podem ser utilizados refogados ou como recheio em outros pratos.

Cuidados na hora da compra e do preparo

Além de ter um preço bem acessível, a ave é superversátil e pode ser empregada em diversos tipos de receitas. Na hora da compra, não coloque no carrinho itens com cheiro forte, com a carne dura ou mole demais ou com manchas escuras. Procure também peças de empresas seguras.

Na hora do preparo, evite fritá-lo, o ideal é optar receitas assadas, cozidas ou grelhadas. Os congelados são as melhores opções se o consumo não for imediato, pois evitam que o alimento estrague mais facilmente. Se ele estiver fresco, mas com a pele úmida, não coloque no carrinho, pois costuma ser um sinal de que já esteve congelado e, ao descongelar, acelera o processo de decomposição.

Fontes: Danielle Filipe, nutricionista do Hospital São Luiz Anália Franco, em São Paulo; Dennys Cintra, nutricionista, professor das disciplinas de Nutrigenômica, Farmacologia e Avaliação Nutricional e coordenador do Centro de Estudos em Lipídios e Nutrigenômica (CELN) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e TACO, Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp.