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Thelma passa fome em BBB; quais os perigos de seguir cardápio como da xepa

Alguns internautas disseram que fome não era entretenimento  - Reprodução/GloboPlay
Alguns internautas disseram que fome não era entretenimento Imagem: Reprodução/GloboPlay

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

18/02/2020 17h21

Quem acompanha o BBB20 já deve ter visto o quanto a participante Thelma está sofrendo por causa do racionamento de comida. "Eu estou com muita fome, que vontade de chorar", reclamou. Logo em seguida, a sister começou a chorar.

A participante tem sentido ainda mais os efeitos no corpo, já que está há mais de uma semana com a restrição alimentar. O cardápio inclui apenas arroz, feijão, carnes mais baratas (como moela e fígado), macarrão instantâneo, biscoitos, rapadura, entre outros. Alguns internautas chegaram a reclamar na internet alegando que passar fome não era entretenimento.

Na tarde desta terça-feira (18), para alegria dos participantes, e principalmente de Thelma, a apresentadora Ingrid Guimarães apareceu na casa levando comida durante uma pool party.

De fato, ter uma alimentação tão restrita pode levar a pessoa a sentir diversos efeitos no organismo. O cardápio seguido pela participante e por outros integrantes que estão na xepa é um tipo de dieta com uma baixa densidade nutricional, já que é constituído de muito carboidrato e alguns industrializados.

"Essa é uma dieta à base de calorias. Não tem nenhuma fonte de gordura boa", explica Fernanda Maluhy, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A especialista afirma ainda que, mesmo voltando a comer de forma certa, o corpo pode ainda demorar alguns dias para se acostumar e começar a responder ao novo cardápio. Além de momentos como a pool party poderem causar episódio de ingestão alimentar exagerada.

Hipoglicemia e cansaço extremo

Quando estão na xepa, os brothers seguem um cardápio com uma grande quantidade de carboidratos e pobre em micronutrientes. Por isso o corpo não absorve a quantidade de energia necessária e nunca há sensação de saciedade. "A digestão do carboidrato é rápida, por isso a pessoa sente fome rápido", afirma.

Os carboidratos quando caem no sangue se transformam em açúcar, podendo gerar um pico de glicose alto rapidamente. Porém, quando o açúcar sai do organismo de forma rápida, leva a níveis de hipoglicemia, provocando cansaço e fadiga. Esse processo também é conhecido como efeito rebote.

Maluhy reforça que para ter uma alimentação saudável, o cardápio de cada pessoa deve ter cada grupo alimentar, com gordura, proteína, carboidrato e nutrientes para não gerar nenhum tipo de mal-estar ou doenças no futuro.

Prato colorido é o ideal*

Da mesma forma que a fadiga pode ser causada pela falta de nutrientes, por alimentos que não são saudáveis ou por dietas restritivas, ela pode ser combatida com uma combinação de macronutrientes (que precisam ser consumidos em maior quantidade) e micronutrientes (que devem ser ingeridos em porções menores) presentes em todos os grupos alimentares.

O segredo é comer de tudo um pouco: frutas, legumes, verduras, cereais integrais, gorduras boas, carnes magras, ovos, leite e derivados. De preferência um cardápio variado, bem colorido e diferente para cada dia da semana.

Caso o cansaço persista, isso pode indicar falta de ferro, por exemplo. Quando há deficiência do mineral, os glóbulos vermelhos são insuficientes ou não carregam a quantidade necessária de hemoglobina, proteína que se liga a moléculas de oxigênio e as transporta pelo corpo.

A vitamina B12 também é imprescindível para a produção de glóbulos vermelhos saudáveis. Portanto, a falta desses dois nutrientes pode causar anemia. Outro exemplo de vitamina importante para evitar a fadiga é a D, que é responsável pela resistência óssea e muscular.

*Com informações de matéria publicada em 23/08/2018.

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