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Luxemburgo descobre que pinta no nariz é câncer de pele; como identificar?

Aos 67 anos, Vanderlei Luxemburgo foi diagnosticado com câncer de pele - Reprodução Vasco TV
Aos 67 anos, Vanderlei Luxemburgo foi diagnosticado com câncer de pele Imagem: Reprodução Vasco TV

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

23/11/2019 10h09

O técnico Vanderlei Luxemburgo, do Vasco, foi diagnosticado com câncer de pele nesta semana, após uma biópsia de três pintas do nariz acusar que uma delas era maligna.

Pintas mais "feias" são o principal sintoma do melanoma, tipo de câncer que afeta os melanócitos (que produzem pigmento). Apesar de ser o tipo menos frequente entre os tumores da pele, ele é o que tem o mais alto índice de mortalidade. Entretanto, quando há detecção precoce da doença, a chance de cura ultrapassa os 90%.

"O diagnóstico precoce do melanoma é essencial. O problema é que poucos se atentam aos seus sinais", diz a dermatologista Cristina M. Z. Abdalla*, coordenadora do Núcleo Avançado do Câncer de Pele do Hospital Sírio Libanês.

"Indivíduos que têm muitas pintas (mais de 50), histórico familiar de câncer pele, com uma lesão que está crescendo, uma pinta que coça ou sangra devem ficar alertas."

E não pense que o problema aparecerá escancarado em sua pele. "Às vezes a suspeita não é aquela pinta gordinha que parece uma verruga. Geralmente é a pequenininha feia", diz Veridiana Pires de Camargo*, médica oncologista do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

laser - iStock - iStock
Antes de fazer qualquer tratamento estético, vá ao dermatologista
Imagem: iStock

Com as manchas, a questão é a mesma, mas é preciso ainda mais atenção, já que cuidados estéticos são comumente realizados para acabar com elas. Quando a mancha aparece, quer dizer que o indivíduo excedeu a capacidade que sua pele tinha de manejar os raios ultravioletas. "Quanto mais sol você toma, mais manchas vai ter. Por isso é importante avaliá-las, para saber se não são melanoma. Antes de fazer qualquer tratamento estético, vá ao dermatologista", diz Abdalla.

Segundo as especialistas, o ideal é visitar o médico pelo menos uma vez por ano, para verificar as pintas e manchas. Além disso, não se pode esquecer do cuidado diário com a pele, usando protetor e se protegendo dos raios solares. "Você não precisa ficar enclausurado em casa, basta seguir as recomendações e cuidar da sua pele", alerta Abdalla.

Quando procurar um dermatologista

Muitas lesões cancerosas podem se assemelhar a pintas, manchas ou machucados, por isso de maneira geral é importante procurar um dermatologista toda vez que você perceber alguma alteração na pele, como:

  • Manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram;
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
  • Feridas que não cicatrizam em 4 semanas;
  • Mudança na textura da pele ou dor.

Como identificar pintas suspeitas

Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, os dermatologistas criaram uma metodologia baseada nas letras do alfabeto:

ABCDE cancer de pele, pintas - Divulgação/Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) - Divulgação/Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
A metodologia baseada nas letras do alfabeto ajuda a identificar lesões de pele suspeitas
Imagem: Divulgação/Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
- A de assimetria: quanto mais assimétrica for uma mancha ou pinta, maior o risco de ser um câncer;
- B de bordas: bordas irregulares também são sinais de perigo;
- C de cor: pintas com mais de uma cor e com tons pretos podem ser melanoma;
- D de diâmetro: lesões com mais de 5 milímetros merecem mais atenção;
- E de evolução: mudanças na cor, tamanho ou forma de uma lesão ou pinta devem ser investigadas

Como prevenir o câncer de pele

Evitar a exposição excessiva ao sol é a principal forma de evitar o câncer de pele, especialmente para as pessoas com pele clara. Veja as dicas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para afastar os riscos:

  • Use chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares para promover uma barreira física contra o sol;
  • Evite a exposição solar entre 10h e 16h;
  • Na praia ou na piscina, fique embaixo de barracas ou guarda-sóis de algodão ou lona, mas lembre-se que eles absorvem apenas 50% da radiação ultravioleta, por isso a proteção deve ser reforçada por roupas e protetor solar. As barracas de nylon praticamente não protegem contra os raios UV;
  • Use filtros solares diariamente, e não apenas na praia ou piscina;
  • Consulte um dermatologista ao menos uma vez ao ano para fazer um exame completo da pele;
  • Tenha o hábito de observar a própria pele e fazer o auto-exame em busca de pintas ou manchas suspeitas.

*Informações de matérias publicadas nos dias 04/01/18 e 18/09/18.

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