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Rigoroso estudo aponta que comer glúten não gera problemas de intestino

O glúten está presente na farinha de trigo e, consequentemente, em muitos pães e massas - iStock
O glúten está presente na farinha de trigo e, consequentemente, em muitos pães e massas Imagem: iStock

Do VivaBem

31/08/2019 12h05

Transformado em vilão por dietas da moda, o glúten é um nutriente que muitas pessoas ainda evitam, mesmo que inúmeros especialistas já tenham confirmado que cortar o ingrediente do cardápio não é garantia de perda de peso ou de melhoras na saúde —a não ser que o indivíduo tenha doença celíaca ou intolerância ao glúten, condições presentes em uma parcela muito pequena da população.

E um novo e rigoroso estudo, publicado no periódico Gastroenterology, concluiu que o consumo de alimentos com glúten (proteína presente na farinha de trigo, na cevada, no centeio) realmente não está associado ao aumento de problemas gastrointestinais (como dor abdominal, indigestão, constipação e diarreia) nem provoca fadiga.

Como o estudo foi feito

  • Controlada, a pesquisa foi realizada com 28 pessoas, com média de idade de 38 anos, que não apresentavam problemas gastrointestinais.
  • Os participantes foram divididos em dois grupos: um consumiu duas vezes ao dia 10 g de uma farinha com glúten (ingerindo um total de 14 g do nutriente); já o outro recebeu a mesma porção de uma farinha sem glúten.
  • Nenhum dos participantes dos dois grupos sabia se estava consumindo ou não glúten durante o estudo —o que é importante para reduzir a interferência do efeito placebo.
  • Os cientistas avalariam no início do estudo e após duas semanas os problemas gastrointestinais (diarreia, dor abdominal, refluxo, constipação e indigestão) e o nível de fadiga apresentados por todos os voluntários.
  • Entre as pessoas que consumiram glúten, 13 não demonstraram diferenças significantes (positivas ou negativas) no nível de fadiga, na indigestão, na constipação, na dor abdominal e no refluxo. Além disso, tiveram uma melhora considerável nos quadros de diarreia.

Apesar do número de participantes (28) parecer pequeno, esse é um trabalho científico duplo-cego e controlado. Ou seja, os participantes não sabiam se estavam consumindo glúten e sua dieta foi monitorada pelos pesquisadores, o que traz resultados mais confiáveis.

Em muitos estudos, os cientistas não acompanham os participantes, apenas verificam se as pessoas consumiram glúten ou não, por exemplo, com base em um questionário e depois associam as respostas a problemas que os indivíduos apresentaram (ou não). Isso muitas vezes não permite isolar outros fatores que podem interferir no resultado: como o voluntário apresentar diarreias frequentes pois exagerava no álcool, ou seja, o problema não foi provocado pelo glúten.

Por que o estudo é importante

Dietas restritivas, que excluem todo um grupo alimentar ou determinada substância, são difíceis de ser mantidas em longo prazo, podem gerar deficiências nutricionais e até quadros de compulsão alimentar. Por isso, é muito importante você saber que não há necessidade alguma de retirar o glúten do seu cardápio para emagrecer ou obter melhoras (ou evitar pioras) na saúde, pois a proteína não faz mal ao organismo de uma pessoa saudável.

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