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Por que pareço ter mais pelos do que outras pessoas?

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Imagem: Fernanda Garcia/UOL VivaBem

Daniel Navas

Colaboração para o UOL VivaBem

16/07/2019 04h00

Normalmente, um ser humano tem, em média, cinco milhões de pelos pelo corpo, sendo que a espessura e as cores mudam de uma pessoa para outra. Esses dois fatores podem contribuir para a percepção de uma quantidade maior de pelos: quanto mais finos e claros, menos perceptíveis. Além disso, questões genéticas, origem racial e certos distúrbios também podem contribuir para esse fator. Por exemplo: pessoas de origem oriental tem menos pelos, mas sua espessura é maior.

Algumas pessoas produzem geneticamente mais testosterona do que as outras. E esse é o hormônio responsável pelas diversas mudanças que ocorre no corpo do homem, como o aumento de pelos, principalmente durante a puberdade. Mas desequilíbrios hormonais podem levar ao aumento de pelos, como o hirsutismo, quadro em que mulheres desenvolver pelos mais grossos em áreas do corpo que são típicas dos homens, como no queixo e no peito. A síndrome do ovário policístico é uma das causas mais comuns para esse problema.

A chamada hipertricose lanuginosa congênita, que é uma condição caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos em qualquer parte do corpo, apesar de ser muito rara, também pode ser a causa do problema em homens e mulheres. Esse desenvolvimento anormal pode cobrir o rosto e o corpo, ou ocorrer em pequenas áreas localizadas. A hipertricose, por ser uma mutação genética, pode aparecer no nascimento ou se desenvolver com o tempo.

O tratamento para o excesso de pelo vai depender da causa. Em mulheres com desequilíbrios hormonais, pode ser necessário uso de anticoncepcionais orais. Já para a hipertricose ou o hirsutismo, o indicado é a depilação a laser. Esse método não é mais considerado como definitivo, mas sim como uma forma de permitir um tempo maior livre do crescimento dos pelos. Além disso, pode levar alguns meses para perceber os efeitos do tratamento, por isso, é importante ter paciência. Em muitos casos, o tratamento deverá ser contínuo por tempo indeterminado.

Fontes: Kédima Nassif, dermatologista, tricologista e voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo; Carlos Henrique Camilo, cirurgião plástico e tricologista; João Gabriel Nunes, tricologista e membro da Sociedade Brasileira do Cabelo; Juliana Toma, dermatologista e tricologista

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