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Jejum até a hora da ceia? Veja 10 erros da véspera de Natal que te engordam

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Imagem: iStock

Raquel Drehmer

Colaboração para UOL VivaBem

23/12/2018 04h00

Bowls de castanhas e nozes estrategicamente distribuídos pelo ambiente, tábuas de frios e queijos, carnes de aves, de porco e de gado lado a lado na mesa, diversos tipos de arroz e de farofa para acompanhar e, para arrematar, mais de um tipo de sobremesa. Via de regra, ceia de Natal é uma fartura alimentícia que não se vê em nenhum outro momento do ano - e, por se tratar de um evento único, muita gente acredita que exagerar na comilança apenas nesta noite não será um problema para a dieta.

Mas será. Entenda como 10 escorregões e erros comuns cometidos na ceia de Natal colaboram para o ganho de peso:

1. Fazer jejum durante o dia para aproveitar melhor a ceia

Para começar, é importante entender que o jejum forçado --aquele que é levado adiante mesmo que bata uma fomezinha ao longo do dia -- desacelera o metabolismo, pois o corpo entende que se não está recebendo energia (calorias), não pode gastar energia.

Então chega o momento da verdade: de frente para a comida e com uma fome imensa. Além de você instintivamente comer demais para tentar suprir o mais rápido possível esse vazio no estômago, o organismo induzirá o cérebro a buscar os alimentos mais calóricos para repor as energias que não foram ingeridas ao longo do dia e, assim, conseguir recuperar o ritmo do metabolismo. Porém, como a ingestão de calorias é muito alta e concentrada em um curto espaço de tempo, ele não dará conta de processar tudo isso, o que resulta no acúmulo de gordura corporal.

2. Petiscar nozes, castanhas e oleaginosas em geral sem parar até o jantar

Oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas e pistache, por exemplo), muito comuns entre os petiscos de Natal, são saudáveis e têm gorduras boas, mas são calóricas demais. As porções de 10 gramas de macadâmias têm cerca de 70 calorias, as de castanhas do pará, nozes e amêndoas, 65 calorias

A dica aqui é: pode comer, mas com moderação e em um ritmo lento --não precisa engolir uma atrás da outra. Duas unidades de cada oleaginosa consumidas aos poucos já suprem a vontade de petiscar sem afetar sua dieta.

3. Ignorar a salada para encher o prato de carnes e carboidratos

Além de pouco calóricas, as saladas de folhas e de legumes dão uma sensação de saciedade instantânea por manterem o sistema digestivo ocupado com o processamento de suas fibras. Assim, você consegue se controlar melhor no consumo de carnes e carboidratos (arroz e farofa, principalmente)
Outro ponto legal dessas saladas é que elas mantêm o bom funcionamento do intestino, o que também ajuda no emagrecimento.

4. Contar a maionese como salada

Maionese não é salada: é uma receita composta basicamente por gorduras da maionese e carboidratos da batata, com índice glicêmico alto. Isso significa que ela é metabolizada muito rapidamente e joga uma carga enorme de açúcar na corrente sanguínea, estressando o organismo a produzir mais insulina para dar conta de mandar toda essa energia para as células. Mas o corpo não consegue usar toda a energia em tão pouco tempo e a estoca em forma de gordura.

5. Não levar em consideração os grupos alimentares na hora de fazer o prato

Um prato nutricionalmente equilibrado precisa ter 50% de vegetais (crus ou cozidos), 25% de proteínas (animais - carnes - e vegetais - feijão ou lentilha, por exemplo) e 25% de carboidratos (cereais - como arroz e milho -, raízes, tubérculos e massas). Isso vale para o dia a dia e também para a ceia de Natal, claro. 

Por isso, ao montar seu prato, evite a clássica base de arroz e farofa com carnes mil por cima e dê espaço para o equilíbrio. 

6. Colocar uma porção de cada receita no prato

No Natal são servidos alimentos que não comemos no dia a dia, como peru, lombo e farofas variadas, mas nem por isso você precisa comer uma porção inteira de cada um. Eleja seus favoritos para montar o prato de acordo com o equilíbrio dos grupos alimentares indicado acima ou, se a vontade de provar todos os sabores for muito grande, pegue uma fração da porção de cada um para manter seu prato nutricionalmente adequado.

7. Comer mais do que aguenta

Mais uma vez, a culpa é dos alimentos diferentes daqueles do cotidiano. Por "dó" de não provar um pouco de tudo, é comum comer mais do que aguenta, mesmo que sofrendo um pouquinho. O maior problema aqui é que, devido ao horário da ceia, esse excesso de calorias não será queimado, já que o normal é ir direto para a cama. Gordura acumulada, dieta prejudicada, mais quilos na balança.

8. Jantar pouco para comer uma porção de cada sobremesa

Normalmente feitos com açúcar refinado, os doces das sobremesas de Natal têm índice glicêmico alto e, como explicado anteriormente, jogam uma carga enorme de açúcar na corrente sanguínea. Quando se come uma porção de cada sobremesa, os níveis de insulina vão às alturas e a pessoa passa a noite toda armazenando gordura.

9. Não considerar as calorias das bebidas alcoólicas

Este é um dos maiores erros de quem consome álcool. Tanto faz se a escolha for por latas de cerveja ou por taças de espumante ou vinho: a soma das calorias das bebidas pode superar as calorias dos pratos de comida

Só para você ter uma ideia, 360 ml de cerveja têm 150 calorias, 120 ml de espumante carregam 100 calorias e 120 ml de vinho tinto ou rosé, 85 calorias. Enquanto isso, uma colher de sopa de farofa tradicional (35 g) tem cerca de 140 calorias, 100 g de arroz (aproximadamente 2 colheres de sopa) trazem 130 calorias e uma fatia de 170 g de peru, 300 calorias. Faça as contas e entenda o impacto de cada brinde em sua dieta.

10. Ficar sentado perto da comida

As especialistas afirmam que o apetite é provocado também pelo olfato, o que significa que ficar perto da comida aumenta a vontade de comer - sem contar que é difícil vencer a tentação de pegar "só mais um pouquinho" quando os pratos estão tão à mão. Resultado: come-se mais do que o necessário e adeus, dieta. 

Em assunto relacionado, um estudo de 2011 feito com 464 estudantes universitários e publicado no International Journal of Humanities and Social Science concluiu que, quanto mais perto das sobremesas a pessoa estiver sentada, mais cheios serão seus pratos de doces.

Fontes consultadas: Eline de Almeida Soriano, médica nutróloga e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) e Jacqueline Moniz Anversa, nutricionista especialista em nutrição esportiva funcional da clínica Dra. Maria Fernanda Barca.

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