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Psoríase pode gerar resistência à insulina e elevar risco de diabetes

PositiveFocus/IStock
Imagem: PositiveFocus/IStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

26/11/2018 21h04

A psoríase é uma condição inflamatória da pele que afeta cerca de 125 milhões de pessoas no mundo. Há décadas, a comunidade científica sabe que a doença aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2. No entanto, a natureza exata dessa conexão não é clara.

Recentemente, pesquisadores do King's College de Londres (Reino Unido) projetaram uma série de experimentos para buscar respostas sobre a relação entre as condições. A equipe estudou amostras de pele humana e animal, procurando por quaisquer alterações moleculares associadas à psoríase que pudessem induzir o diabetes.

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Eles usaram um modelo experimental de psoríase criado pela aplicação de um quimioterápico modificador de resposta imune (imiquimod) na pele humana e de ratos. O resultado dos testes mostra que a pele de camundongos com psoríase apresenta inflamação e resistência à insulina, um fator de risco para diabetes.

A resistência significa que as células não responderam corretamente ao hormônio insulina e não removeram a glicose da corrente sanguínea. O tecido adiposo, em particular, absorveu a glicose com menos facilidade, e os pesquisadores mediram uma redução nos níveis de transportador de glicose tipo 4, necessário para mover a glicose para as células adiposas.

Além disso, as células betas dos camundongos com psoríase produziam mais insulina do que as dos camundongos não afetados. Os pesquisadores acreditam que essa superprodução é uma tentativa de compensar a resistência à insulina.

"O modelo de laboratório que usamos nesse estudo se assemelha a muitas das principais características da psoríase, e observamos algumas alterações causadas pela condição que refletem o que é visto em um paciente pré-diabético", explicou Elizabeth Evans, uma das cientistas envolvidas na pesquisa.

Embora os resultados sejam promissores, os cientistas reforçam que esse é apenas o começo da pesquisa.

Eventualmente, o estudo pode ajudar a reduzir o risco de pessoas com psoríase desenvolverem diabetes. "Descobrir se os fatores derivados da pele que alteram o controle do açúcar no sangue são mais baixos quando o tratamento da psoríase é adequadamente aderido seria muito interessante, pois pode diminuir o risco de um paciente desenvolver diabetes tipo 2", explica Evans.

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