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Treino em jejum: como a prática pode potencializar seus resultados

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Imagem: iStock
Fernando Guerreiro

Fernando Guerreiro é formado em educação física e especializado em treinamento funcional. Atleta amador, já completou ultramaratonas e triatlos, e é também head coach da We Move Brasil, equipe de treino especializada em desenvolver um estilo de vida saudável e transformador.

Colunista do VivaBem

17/10/2020 04h00

O treino em jejum há muito tempo deixou de ser só uma moda e se mostrou uma ferramenta eficaz para potencializar os resultados do treino.

Antes de entrar na questão a da atividade física, vale uma breve explicação sobre o jejum intermitente. A prática nada mais é do que ficar períodos —que podem ir de 12 horas até alguns dias— sem consumir alimentos ou líquidos que possuam calorias (sucos, cerveja, refrigerante, leite etc.). Basicamente, durante o jejum é "permitido" apenas o consumo de água (sem ou com gás), chás e café, sem açúcar ou adoçante. O objetivo é fazer com que o corpo use gordura corporal como combustível.

Agora você pode estar se perguntando: "Como alguém consegue ter bons resultados no treino em jejum? Não falta energia? Eu não vou passar mal e perder performance?".

No início, você pode até sentir um pouco de falta de energia. Mas, em um curto tempo, seu organismo vai otimizar a utilização da gordura corporal (uma fonte de combustível "infinita") durante o exercício e você vai começar a notar melhoria na performance.

Outra parte interessante é que praticar exercícios aeróbicos (corrida, ciclismo, caminhada, natação) durante o jejum pode melhorar muito o nível de VO2 Max (medidor da capacidade de absorver e utilizar oxigênio na prática do exercício). Quanto maior este medidor, maior é a performance, e quanto maior a performance mais o corpo tem de queimar gordura para gerar energia.

Para quem ainda não está bem adaptado ao treino em jejum, o ideal é que o exercício tenha uma intensidade baixa ou moderada, pensando que treinos muito pesados e com picos de explosão ou de força necessitam de energia rápida, que é fornecida por carboidratos. Na falta de carboidratos, a energia é fornecida através da quebra de gordura, num processo que ocorre de forma mais lenta.

Porém, com a prática de exercícios em jejum, seu organismo vai passar por adaptações fisiológicas para utilizar melhor a gordura como substrato energético inclusive de atividades mais intensas, poupando glicogênio (carboidrato estocado nos músculos) para momentos determinantes do treino. Apenas um cuidado com treinos muito longos, com horas de duração, pois após um tempo a performance pode ser prejudicada e pode ser necessário a reposição de energia durante o treino —ou seja, se alimentar.

O jejum intermitente por si só não é o milagre para perder gordura, quando sair do período de jejum deve-se tomar muito cuidado com a quantidade e qualidade dos alimentos a serem ingeridos. Não adianta nada ficar horas sem comer, treinar em jejum e depois comer uma pizza inteira. Por isso, é indispensável ter orientação de um profissional para realizar o jejum —também porque não é qualquer pessoa que pode fazer o jejum e é preciso saber com um especialista se você tem liberação para a prática.

Melhore sua alimentação, ative seu corpo e tenha os melhores resultados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL