Conteúdo publicado há 27 dias

PM suspeito de matar mulher e os dois filhos dela nega o crime, diz defesa

A defesa do policial militar Ednei Antônio Vieira, 42, suspeito de matar uma professora e os dois filhos dela, em Apiaí (SP), informou que o cliente negou ter praticado os crimes. Ele foi preso na madrugada desta terça-feira (21).

O que aconteceu

Advogada Mariane Bacchin afirmou que Ednei fugiu porque ficou com medo. Triplo homicídio foi cometido na quinta-feira (16). "Pelo que entendemos, ele ficou assustado com as reportagens que ele viu com foto dele estampada minutos depois nas redes sociais", disse Bacchin.

Homem também teve medo de represália contra sua família, diz defesa. "Preocupado com represália contra sua família. Mas ele sempre quis se apresentar, colaborar com as investigações, acredito que fugiu de imediato por instinto do ser humano", acrescentou a advogada.

Ednei Antônio Vieira foi preso preventivamente. O PM - que trabalha no Corpo de Bombeiros-, se entregou à polícia na madrugada desta terça-feira (21), em Itapeva (SP). Ele foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes. "Ele nega os crimes. Foi preso devido ao mandado de prisão expedido no dia dos fatos. Mas ele se entregou de maneira espontânea, previamente agendado com a Polícia Civil, e especialmente a Policial Militar, que foi exemplar em garantir a escolta e apresentação dele", disse a advogada.

Professora e filhos são assassinados no interior de SP
Professora e filhos são assassinados no interior de SP Imagem: Reprodução / Redes Sociais

O PM confirmou aos advogados que tinha um relacionamento com a vítima. Mas não deu mais detalhes. "Ele estava muito abalado. Quando o apresentamos, estava bastante abatido e até desnorteado. Preocupado porque tinha se inscrito para ajudar as vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul", destacou a advogada.

Ednei é suspeito de ter cometido o triplo homicídio. A professora Josilene Rosa, 39, e dos filhos dela, Gabriel Miranda e Arthur, de 20 e 12 anos, foram assassinados a tiros dentro da própria casa.

A Delegacia de Apiaí e a Polícia Militar seguem com as investigações.

O que se sabe sobre o caso

Professora Josilene Rosa
Professora Josilene Rosa Imagem: Reprodução / Redes Sociais
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Cerca de sete tiros foram disparados. O crime ocorreu no Jardim Araucária. As três vítimas morreram no local.

O suspeito teria fugido após o crime. Ele ainda levou a arma usada para matar a ex-companheira e os filhos da mulher, segundo a polícia. O caso foi registrado como peculato, homicídio e feminicídio na delegacia do município.

Homem não aceitava término do relacionamento, indica a investigação. Eles ficaram juntos por pouco mais de seis meses.

Entretanto, a motivação ainda é apurada, diz o delegado à frente da investigação, Valmir Oliveira. "A gente ainda não sabe a motivação, mas tudo indica que tenha sido em razão do rompimento do namoro que ele tinha com a vítima", disse, em entrevista ao Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.

A escola onde Josilene era professora lamentou a morte. ''Sua partida de forma precoce e brutal dilacerou o nosso coração, sentiremos muito a sua falta'', escreveu a direção da Escola Municipal Professora Elisa dos Santos.

''Uma excelente amiga, uma excelente profissional, uma excelente mãe'', lamentou um amigo. ''Entramos todos em luto quando perdemos uma professora que tem muito carinho pelos nossos filhos'', disse o pai de uma das alunas de Josilene.

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A Prefeitura de Apiaí decretou luto oficial de três dias pela morte das vítimas. "Uma perda que abala o coração da comunidade", diz texto publicado pela gestão municipal. Nota diz que a professora era conhecida por sua paixão pela musicalização infantil, tocando a vida de muitos alunos com sua alegria e seu talento. "A notícia de sua morte e a de seus filhos, Gabriel e Arthur, na última quinta-feira (16) de maio, trouxe uma onda de tristeza e solidariedade por todo o município".

Faculdade onde o filho mais velho estudava também publicou uma nota de pesar. "Com profundo pesar e consternação, a Faculdade Fait vem a público expressar as mais sinceras condolências pelo falecimento de Gabriel Miranda, distinto aluno do curso de Direito", diz o texto publicado pela instituição.

Gabriel foi um membro exemplar de nossa comunidade acadêmica, conhecido por sua dedicação e comprometimento com a excelência no campo jurídico. Sua paixão pelo Direito e seu incansável desejo de aprender e crescer na profissão foram uma fonte de inspiração para todos nós. Neste momento de dor, estendemos nossos sentimentos de solidariedade à família, amigos e colegas de Gabriel, compartilhando a imensa tristeza que nos une pela perda de uma pessoa tão querida e respeitada.
Faculdade FAIT

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

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Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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