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Ana Hickmann já excluiu contatos: vale a pena ter as senhas do parceiro?

Ana Hickmann disse, em entrevista, já ter excluído contatos do marido - Reprodução / Instagram
Ana Hickmann disse, em entrevista, já ter excluído contatos do marido Imagem: Reprodução / Instagram

Ana Bardella

De Universa

12/12/2021 12h44

A apresentadora Ana Hickmann falou sobre ciúmes no relacionamento com o marido, Alexandre Correa, com quem é casada há 23 anos, durante uma entrevista ao youtuber Matheus Mazzafera, e revelou ter o hábito de olhar o celular do parceiro na frente dele. "Eu pego. Ele pergunta: 'O que você está fazendo?' e eu respondo: 'Olhando o seu WhatsApp'. Já apaguei contato do celular dele, já deixei de seguir as pessoas", disse.

Segundo o que contou, nem sempre a reação é tranquila: às vezes o marido fica bravo e questiona os motivos do unfollow. Ainda assim, ela mantém a decisão. "Tá seguindo por quê? Eu nem conheço. Olha o meu, tá aqui, eu não tenho nada para esconder", declarou, afirmando que Alexandre não tem o mesmo hábito, mas que, se tivesse, ela não se importaria. "Quer que eu pare de seguir? Tudo bem, porque eu faço o mesmo. Eu nem pergunto", finalizou.

Consultada por Universa, a psicóloga Vanessa Gebrim afirma que a privacidade com relação ao celular e às redes sociais é motivo de conflito entre os casais. "Na internet, as pessoas ficam se conectando o tempo todo, algo que pode gerar uma ansiedade, uma insegurança. Dependendo do teor das mensagens e da interação, isso vira discussão, briga e pode até culminar no término do relacionamento", alerta. O desafio, adianta Vanessa, é conciliar a individualidade com as expectativas do parceiro.

Casais devem ter a senha do celular um do outro?

Segundo a psicóloga, não existe uma regra: isso varia com os acordos e as necessidades de cada parceria. "No entanto, essas questões precisam ser bem conversadas. Os dois devem se sentir, na mesma medida, seguros e confortáveis. Caso optem por compartilhar as senhas, o propósito também deve ficar explícito", avisa.

Por exemplo: as senhas podem estar sendo mostradas por uma questão de praticidade e segurança —para que o outro peça um carro de aplicativo, utilize um app de delivery ou saiba desbloquear o aparelho em caso de necessidade. Se a pessoa não se sentir confortável com a outra lendo suas conversas ou mexendo em suas redes sociais, deve pedir ao parceiro que não faça isso.

Ainda que ambos estejam tranquilos com relação a esses acessos, a psicóloga recomenda que o recurso seja usado de forma comedida. "O melhor é fazer isso de forma esporádica, mas não ler as conversas todos os dias ou com uma frequência muito grande. Isso é um indicativo de insegurança e pode acabar gerando problemas maiores para a relação", comenta.

Na visão de Vanessa, os relacionamentos mais saudáveis tratam a questão de forma natural. "Não pode ser oito, nem oitenta. Deve existir um equilíbrio. Se uma das partes não deixa a outra chegar nem perto do aparelho, isso costuma despertar inseguranças. Por qual motivo ela fica tão na defensiva?", indaga. Já se a outra pessoa abusa da confiança que lhe foi oferecida e começa a fiscalizar tudo, isso também ofende o outro e pode passar a sensação de que ele está sendo controlado.

O resumo é que o combinado não sai caro: é preciso conversar sobre o assunto para que os casais encontrem um meio-termo e se sintam satisfeitos dentro do compromisso. "O importante é respeitar aquilo que foi acordado. Se uma das partes faz algo às escondidas, isso desperta a sensação de insegurança e prejudica a vida a dois", conclui.

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