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Cringe x Geração Z: ela faz sucesso no TikTok ironizando a briga

Letícia Takei tem quase meio milhão de seguidores no TikTok - Acervo pessoal
Letícia Takei tem quase meio milhão de seguidores no TikTok Imagem: Acervo pessoal

Ana Bardella

De Universa

11/07/2021 13h18

Assistir aos vídeos de Letícia Takei no TikTok é uma mistura entre se identificar com as piadas — e sentir uma leve vergonha de si mesmo, quando alguma gíria ou hábito ao qual você está acostumado entra em foco. A atriz, de Ribeirão Preto, tem 24 anos e quase 500 mil seguidores na rede social. Ela usa a plataforma para postar vídeos bem-humorados sobre todo tipo de assunto, incluindo a "batalha" entre millennials e geração Z, que tomou conta da internet no último mês.

A rivalidade nasceu quando hábitos e gostos dos millennials (que têm entre 25 e 34 anos), tais como adorar café, cerveja e calça skinny, foram considerados "cringe" (ou "vergonhosos") pelos mais jovens, nascidos a partir de 1996.

Aproveitando a ascensão do tema na internet, Letícia começou a produzir conteúdo ironizando sobre o assunto. Mas, afinal, de qual lado ela está? No fundo, de nenhum. "Nasci em 1994, o primeiro ano a ser considerado como geração Z, mas também me identifico com alguns hábitos dos millennials", confessa. Ser cringe às vezes até que é legal, vai?

Da biologia para as redes sociais

Letícia conta que, após se formar no Ensino Médio, decidiu fazer um curso profissionalizante de atuação. "Quando me formei como atriz, em 2018, comecei a fazer faculdade de biologia. Mas logo percebi que a área não tinha muito a ver comigo. Então tranquei depois de cursar o primeiro período e agora estou fazendo uma graduação de produção cultural, que tem mais a minha cara", conta.

Os posts vieram com o desejo de colocar a atuação em prática. Em entrevista a Universa, ela garante que seu intuito nunca foi ser uma influenciadora digital — mas sim exercer a profissão de atriz. "Quando entrei no TikTok nem sabia mexer direito, ficava com o pé atrás. Achava que ali só fazia sucesso quem entrava na onda das dancinhas", relembra. No entanto, quando deu uma chance para a rede social, percebeu que havia espaço para colocar a criatividade em prática.

"Ser cringe é deixar de fazer algo por medo do que os outros vão pensar"

Quando questionada sobre o que acha "cringe", Letícia é direta: "Deixar de fazer alguma coisa por medo das aparências. A gente precisa enfrentar mesmo, fazer o que sente vontade", opina.

Já entre os costumes do dia a dia, ela cita escutar um áudio do Whatsapp ou assistir a um vídeo em volume muito alto perto de outra pessoa. (E a repórter, que é millennial, ri durante a entrevista por telefone, porque já fez isso sem querer. Desculpa aí, gen Z!).

Inspiração vem do dia a dia

Letícia conta que tira as inspirações para os vídeos do dia a dia. "Tento prestar atenção nas coisas que todo mundo faz, que estão no cotidiano. Vou anotando as ideias no bloco de notas do celular e revejo na hora de gravar", conta.

Ela acredita que o formato faz sucesso nas redes sociais porque aborda os assuntos de forma suave. "O nosso cotidiano já está muito pesado. Por isso, quando vemos algo mais leve, divertido e nos identificamos, isso cai muito bem", opina.

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