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Cueca menstrual e mais: marcas criam peças íntimas para pessoas trans

As cuecas menstruais custam R$ 99 e podem ser compradas no site da Pantys - Divulgação Pantys
As cuecas menstruais custam R$ 99 e podem ser compradas no site da Pantys Imagem: Divulgação Pantys

Júlia Flores

De Universa

27/06/2021 04h00

Você já parou para pensar que não é só mulher que menstrua? Homens trans e pessoas não-binárias também. Foi pensando nisso que a marca de calcinhas absorventes Pantys lançou, na última semana, a primeira cueca menstrual brasileira, um produto com tecnologia ecologicamente correta para conter o sangue.

O lançamento quer atender quem procura conforto durante o período menstrual. O produto chega ao mercado custando R$ 99. As calcinhas absorventes da marca custam a partir de R$ 55 e contam com variedade de modelos, tamanhos e estampas.

Voltada ao público trans, cueca menstrual chega ao mercado brasileiro - Divulgação Pantys - Divulgação Pantys
Voltada ao público trans, cueca menstrual chega ao mercado brasileiro
Imagem: Divulgação Pantys

Agora, Pantys entra para o grupo de marcas brasileiras que produzem peças íntimas desenvolvidas especialmente para o público trans, com preocupações relacionadas à modelagem e aos tecidos. A seguir, conheça algumas:

Cabana Store

A cearense Cris Cabana é uma estilista autodidata que fabrica peças íntimas, biquínis e vestidos para o público transexual. Há mais de 30 anos no mercado brasileiro, as roupas da marca são usadas pela cantora Pabllo Vittar e artistas internacionais, como Kimora Blac, drag queen que participou da série Ru Paul's Drag Race. O best-seller é a calcinha "aquengar", que tem modelagem específica para acomodar o pênis.

O nome "Cabana Store" é uma ironia em referência à grife italiana Dolce & Gabanna. A loja surgiu em 1990 da união da força de trabalho de mãe e filha, dona Terezinha Pereira e Iolanda Cristiane Pereira Cruz, respectivamente. Hoje, a marca brasileira exporta produtos para a Europa, os Estados Unidos, a Ásia e Austrália.

Dani Bel Moda Trans

Na descrição do perfil da loja, ela já conta a que veio. "Especializada em lingerie para meninas e mulheres trans", diz o texto. Foi fundada pela empresária catarinense Daniela Beltrami depois de atuar por cerca de 20 anos no mercado da lingerie.

Desde que investiu no mercado "T", o seu negócio deslanchou e já soma quase 10 mil seguidores no Instagram. Dani chega a fabricar mais de 80 calcinhas por dia, a maioria em lycra, um tecido resistente e confortável.

Woggan Moda Trans

Para fugir do óbvio, tecidos com texturas e estampas "diferentonas" fazem parte do estilo da Woggan Moda Trans. A loja paulistana oferece peças íntimas confeccionadas com materiais pouco convencionais, como cirrê e camurça.

Mais uma vez, as modelagens também são pensadas para oferecer conforto e o suporte adequado às áreas íntimas

Savage X Fenty mandou o seu recado

Além de fundadora da Fenty Beauty, a Rihanna também lidera a Savage X Fenty, etiqueta especializada em underwear. Desde o início, propôs coleções com uma ampla grade de tamanhos para abarcar um maior número de formatos de corpos.

Hoje, as peças variam do PP ao extra GG e as modelagens, bem como o design dos itens, desafiam os padrões e os estereótipos de gênero.

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