PUBLICIDADE

Topo

Relacionamentos

Veja as lições de "As 5 Linguagens do Amor", livro recomendado por Juliette

O livro aparece no top 5 de Juliette Freire - Reprodução / Instagram
O livro aparece no top 5 de Juliette Freire Imagem: Reprodução / Instagram

Ana Bardella

De Universa

20/05/2021 04h00

Sabe aquela sensação de que, mesmo se esforçando, você é incapaz de agradar ao outro no namoro ou casamento? É com a "fórmula" para solucionar o problema que o norte-americano Gary Chapman faz tanto sucesso, através do livro "As 5 Linguagens do Amor" (Mundo Cristão, R$ 59,90). Recentemente, a obra foi eleita por Juliette, campeã do BBB21, como um de seus cinco livros preferidos.

Publicada em 1992, a obra explica como cada pessoa tem uma forma diferente de demonstrar afeto e de se sentir amada — e segue sendo fenômeno mundial. No Brasil, já ganhou três edições e permanece há 19 anos como best seller da editora, com 1,1 milhão de exemplares vendidos. No mundo, a estimativa é de que tenha vendido 11 milhões de cópias. Escrito por um pastor, que é também antropólogo e conselheiro matrimonial, contém trechos considerados polêmicos pelo conservadorismo, mas a teoria principal foi aceita pelos mais diversos grupos.

"As 5 Linguagens do Amor": o que diz a teoria de Gary?

O autor defende que todos os seres humanos desejam se sentir amados, mas cada um fala uma "linguagem" diferente de amor. Ele explica que é inútil, por exemplo, dizer "eu te amo" ou elogiar o parceiro se o verdadeiro anseio dele é passar mais tempo ao seu lado. Segundo a teoria, esse é um grande problema dos casais: não entender o que o outro quer e não saber expressar bem seus próprios desejos.

Em seguida, ele elenca as características das cinco possíveis linguagens do amor:

  • Palavras de afirmação

É a linguagem de quem expressa os sentimentos por meio de elogios e palavras gentis. No dia a dia, essas pessoas gostam de afirmações simples e diretas como: "Essa roupa fica linda em você" ou "Obrigada por arrumar a mesa. Gosto muito quando você faz isso". Quem usa essa linguagem do amor também se beneficia do encorajamento quando está diante de um desafio, como: "Tenho certeza de que você vai conseguir". Elas não gostam de ser cobradas de maneira ríspida ou grosseira.

Lara gosta de expressar verbalmente aquilo que sente - Acervo pessoal - Acervo pessoal
Lara gosta de expressar verbalmente aquilo que sente
Imagem: Acervo pessoal

É o caso de Lara Malta, estudante, de 21 anos. "Não precisa necessariamente dizer eu te amo, mas gosto quando a pessoa expressa verbalmente o que acha de mim ou me elogia", conta. Ela, que mora em São José dos Campos (SP), diz que conhecer sobre as linguagens ajudou a resolver diferenças na relação. "Não adianta ficar batendo na mesma tecla se ela não traz resultado. Minha namorada se sente amada de uma forma bem diferente da minha. Ela gosta que eu faça coisas por ela, sem ter que pedir. Depois que percebi essa característica, me esforço ao máximo para fazer isso", aponta. A linguagem da namorada de Lara é "atos de serviço".

  • Atos de serviço

Sabe aquela pessoa da família que quase não abraça ou beija, mas nunca te negou um favor? É provável que essa seja sua linguagem do amor. Em geral, quem pertence a essa categoria demonstra afeto se voluntariando para realizar uma atividade do dia a dia, como cozinhar ou cumprir uma tarefa doméstica — e espera que o parceiro retribua na mesma moeda. Segundo o autor, é uma das formas de amar que mais "dá trabalho", porque exige que o outro se empenhe fisicamente.

Quando isso não acontece, é possível que o parceiro passe a reclamar de tudo que não vem sendo feito e que o dia a dia se torne pesado. Na realidade, essa insatisfação vem do fato de ele não estar se sentindo especial.

  • Tempo de qualidade

"Quem quer arruma um jeito" é a máxima do tempo de qualidade. Conviver com alguém que não tem tempo para curtir momentos a dois o é pior que pode acontecer com quem que se identifica com essa linguagem. Esse grupo sente a necessidade de fazer atividades com o parceiro — mas chega a ser uma ofensa ir a um restaurante e passar metade da noite olhando o celular. Elas se sentem valorizadas através da atenção: gostam quando o outro fala sobre os próprios sentimentos e demonstra interesse no que elas têm a dizer.

Para Iole, o mais importante é estar próximo das pessoas que ama - Acervo pessoal - Acervo pessoal
Para Iole, o mais importante é estar próximo das pessoas que ama
Imagem: Acervo pessoal

Iole Demarchi, criadora de conteúdo, de 28 anos, se identifica com a descrição. "Para mim, o tempo é a coisa mais valiosa do ser humano. Fico chateada se alguém desmarca em cima da hora ou diz que vai passar na minha casa, mas nunca vem. O importante não é fazer algo elaborado ou grandioso, mas sim estar ali, dar risada junto", explica. Ela, que vive em Curitiba (PR), iniciou o relacionamento com noivo há dois anos, mas teve um início conturbado.

"Tínhamos discussões sempre pelos mesmos motivos, até que um dia me lembrei das linguagens e expliquei o quanto estar perto dele era importante para mim. E entendi que, para ele, a satisfação vem do contato físico. Então, fizemos ajustes de comportamento e tudo começou a fluir", diz.

  • Toque físico

Há quem relacione o toque físico ao sexo, mas Gary faz questão de explicar: este é apenas um dos fatores importantes para aqueles que usam essa linguagem. Quem demonstra afeto através do toque não apenas gosta de receber carinho, como também se sente rejeitado quando o outro nega essa aproximação. Abraços, beijos, cafuné, mãos dadas em espaços públicos e até toques sutis, como passar as mãos pelas costas do outro quando ele está sentado, por exemplo, são as atitudes que mais fazem com que essas pessoas se sintam especiais.

Não por acaso, o autor aponta que este grupo dificilmente consegue perdoar uma traição: se o toque é o que de mais precioso seu parceiro pode te proporcionar, a ideia de que ele ofereceu isso a outra pessoa pode ser dolorida demais para ser superada.

  • Presentes

Graças a sua formação em antropologia, o autor enfatiza que presentear pessoas queridas com objetos, sejam eles comprados ou feitos à mão, é um ato simbólico que faz parte de diferentes culturas, usado para demonstrar afeto. Quem se sente amado através de presentes não necessariamente precisa receber algo muito caro para ficar com o coração quentinho. Em geral, essas pessoas gostam da sensação de que o outro se lembra delas e sabe exatamente aquilo de que gostam. Trazer um item especial do mercado, por exemplo, já é um ato de amor.

Sarah aprendeu ainda na infância o valor sentimental dos presentes - Acervo pessoal - Acervo pessoal
Sarah aprendeu ainda na infância o valor sentimental dos presentes
Imagem: Acervo pessoal

Sarah Campos, de 23 anos, mora em Goiânia (GO) e é digital influencer. Ela acredita que essa é a sua principal linguagem. "Desde criança adoro receber presentes. Cresci com os meus avós fazendo pequenos atos, deixando lembrancinhas no meu quarto. Quase todos os dias os dois colocavam lá uma flor que achavam no jardim, às vezes um pijaminha novo. Coisas pequenas, mas com muito significado", conta. Ela explica ainda que não precisa de surpresas caras, como joias ou viagens. "Na época da escola, um namorado juntou o dinheiro do lanche para me dar um brinco. Foi uma das demonstrações de afeto que mais me marcou", relembra.

Como descobrir sua linguagem do amor?

No final do livro "As 5 Linguagens do Amor" há um teste elaborado pelo autor que indica a linguagem primária de quem lê. Também é possível fazer o teste online, em inglês, através do site oficial do livro. Para acessar, basta clicar nos links a seguir. Um dos testes se aplica para quem está em um relacionamento, o outro para quem está solteiro.

Relacionamentos