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Namorada de Léo Stronda recusou "trisal": como negociar limites no sexo?

Giovanna Previero e Léo Stronda: namoro acabou em abril - Reprodução/Instagram
Giovanna Previero e Léo Stronda: namoro acabou em abril Imagem: Reprodução/Instagram

Heloisa Noronha

Colaboração para Universa

16/05/2020 04h00

Após idas e vindas, a modelo Giovanna Previero colocou um ponto final na relação com o cantor de hip hop Léo Stronda. Em entrevista ao canal do YouTube "Lisa, Leve e Solta", a moça revelou que decidiu terminar a relação ao recusar formar um "trisal" com o artista e outra mulher. Embora Léo tenha jogado aberto ao propor o relacionamento a três - primeiro sondou a namorada e depois apresentou a possível nova parceira a ela -, a tentativa não deu certo e Giovanna optou por cair fora.

Para a maioria dos casais, colocar em prática certas fantasias sexuais não é uma tarefa fácil. Uma das principais razões é que os envolvidos tiveram criações, experiências e vivências diferentes, o que se reflete em seus valores, crenças religiosas, medos e tabus. "Dificuldades em encarar novas situações e até desinformação em relação ao sexo também influenciam na interação entre homens e mulheres na cama", comenta Rosely Salino, psicóloga, sexóloga e terapeuta de casais, de São Paulo (SP).

O outro motivo é o que costuma gerar maiores conflitos: nem sempre os desejos e vontades de um coincidem com os do outro - o mesmo se pode dizer sobre os limites do que cada parte está disposta ou não a fazer. "Pensar apenas no sexo como algo singular é um dos fatores que determinam os próprios limites. O prazer pode ser singular, mas a reciprocidade à vontade do outro deve prevalecer", diz o sexólogo Ricardo Desidério da Silva, docente do Mestrado em Educação Sexual da Unesp/Araraquara.

Tentar superar as próprias barreiras pode, sim, levar a novas descobertas, pois, conforme Rosely, muitas vezes temos ideias preconcebidas pelas experiências relatadas por outras pessoas. "Isso acontece em todas as esferas da vida, inclusive na sexual. O ideal é que se experimente para dizer se gosta ou não, já que cada indivíduo é único e gosto não se discute", fala a psicóloga. Já Ricardo avalia que, em alguns casos, a resistência em se desfazer de certos preconceitos e amarras está diretamente relacionada à repressão. "Nessas circunstâncias, se o sexo lhe proporciona prazer, não se prive", pontua.

Respeite suas vontades em primeiro lugar

Porém, os especialistas são unânimes em afirmar que ninguém deve topar algo que não queira para tentar satisfazer o par ou porque dizem que é bom. "A questão de querer agradar o outro sempre esteve presente nas relações humanas. Somos seres que precisamos nos sentir amados, portanto, muita gente diz sim para se sentir pertencente e não rejeitado. Só que isso sempre leva a desagradar a si mesmo", observa Rosely. Ela conta que é bem comum, em sessões de terapia de casal, ouvir cobranças de quem cede esperando algo em troca, o que gera um grande ressentimento emocional.

De acordo com Eduardo Perin, psiquiatra pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e terapeuta sexual pelo Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade), a realização ou não de um fantasia sexual precisa, antes de mais nada, de diálogo. "Duas pessoas adultas devem conversar e chegar à conclusão se estão mesmo a fim de fazer determinada prática. Se um apresenta resistência ou se sente humilhado diante da ideia, nada deve ser imposto. Mesmo porque forçar limites no sexo é uma ação que esbarra na lei", explica, referindo-se aos crimes de estupro e atentado violento ao pudor.

Para Ricardo, a comunicação entre o casal deve existir sempre quando o assunto é sexo. "Mesmo que no início isso lhe cause vergonha, o assunto deve ser abordado para que os limites sejam sempre esclarecidos", É preciso lembrar que ninguém faz sexo sozinho. Num diz. relacionamento, existe uma parceria. Insistências à base de chantagem emocional, com frases como "se você me amasse de verdade, faria o que eu peço", são sinal de desrespeito e de abuso.

Ter sempre claro o que deseja é um bom ponto de partida em qualquer tipo de decisão envolvendo sexo. Experimentar o novo pode ser uma possibilidade, como tentou Giovanna ao aceitar ver Léo Stronda com outra mulher, mas isso não significa que irá gostar - até porque na vida real as coisas são bem diferentes do que no plano da imaginação. "Nunca faça nada para agradar o outro sem que você realmente queira. Só permita-se viver novas experiências quando, de fato, desejar. E se decidir fazer algo para agradar o outro, que seja uma doação, sem cobrança e sem esperar nada em troca", aconselha Rosely.

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