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Mãe de Gizelly fala sobre violência doméstica: 'Infância dela foi marcada'

Gizelly Bicalho e a mãe, Márcia - REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Gizelly Bicalho e a mãe, Márcia Imagem: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Colaboração para Universa

08/04/2020 13h37

No começo da semana, Babu Santana e Gizelly Bicalho protagonizaram uma discussão durante o jogo da discórdia no "Big Brother Brasil 20". A advogada disse que ficou chateada com um comentário sobre agressão que o ator fez e ela revelou que é um tema sensível pois ela e sua mãe, Márcia Machado, sofreram violência doméstica. Márcia foi entrevista pela Quem e confirmou as alegações da filha.

O momento que deixou Gizelly magoada foi quando Babu disse que sentiu vontade de dar uns cascudos no Daniel. "Eu ouvi uma frase aqui que me doeu muito, que estava o Prior e o Babu conversando na cozinha, e o Babu disse que, se fosse lá fora, daria dois cascudos no Dani. Essa fala me doeu muito", afirmou a advogada, relembrando que tem trauma por já ter presenciado agressões em sua família. Babu se desculpou pelo ocorrido e se explicou.

O tema deu o que falar nas redes sociais e a mãe de Gizelly comentou sobre o ocorrido, criticando a falta de sensibilidade de Babu. "Eu era muito agredida pelo pai dela, tenho vergonha de falar sobre isso, mas já que o Babu é muito agressivo e meteu o dedo na ferida da Gizelly, preciso explicar por que ela não pode ouvir falar em violência. Ele me batia desde quando ela estava no meu ventre. E hoje eu sou muito revoltada porque naquele tempo não existia nenhuma lei que amparasse as mulheres", disse Márcia, que se casou aos 19 anos e sofreu violência física e psicológica. O marido morreu quando ela tinha 27 anos e Gizelly ainda era uma criança, de 6 anos.

"Se ele estivesse vivo eu teria 30 anos de casada. Mas ele ia chegar a um limite de me matar. Tudo era motivo para ele partir para a agressão: se eu tivesse ciúme dele, ele me agredia. Ele me batia no rosto, eu ficava 15 dias com o olho roxo e a Gizelly via tudo. Para mim, só o fato de ela estar viva, já a torna mais do que uma vencedora. Mas ele era um bom pai, não batia nela, mas me batia na frente dela. Se ele chegasse tarde à noite e eu perguntasse por que ele demorou, ele me batia. E como ele pagava as contas, me dizia que quem mandava era ele. Nunca fiz uma denúncia porque ele me ameaçava, ele dizia que se eu fosse procurar a polícia, ele me matava ou matava alguém da família. Ele sacava arma para me matar, só andava armado. A gente vivia na roça", lamentou ela, que costumava evitar falar dessa fase da vida.

Gizelly foi a única filha do casamento por conta do histórico agressivo do pai: "Acabei tendo só ela, nunca mais refiz minha vida pessoal. Passei muito tempo com trauma de homem. E nunca fui bem resolvida no amor. Nunca fiz nenhum tratamento psicológico. A Gizelly acha que eu preciso me tratar. O sonho dela é ganhar o programa para pagar meu tratamento psicológico", disse.

Márcia frisou que a filha busca combater a misógina e sonha com uma família: "Ela namora direitinho, mas combate o machismo. Tanto que o primeiro jogo dela no 'BBB' foi combater o machismo. Ela sonha em casar, ter família e filhos, mas com alguém que a respeite. (...) Tudo isso de bom que está acontecendo com a minha filha é um milagre de Deus por tudo o que ela já passou. A infância dela foi marcada por violência doméstica e nem por isso ela virou uma drogada ou seguiu um caminho errado. Parei minha vida para cuidar dela", finalizou.

Violência contra a mulher