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Petrix revoltou todos que respeitam mulheres, diz delegada sobre intimação

Natália Eiras

De Universa

03/02/2020 18h59Atualizada em 03/02/2020 18h59

Nesta segunda-feira, Petrix Barbosa recebeu uma intimação da DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) de Jacarepaguá, no Rio, para prestar seu depoimento sobre casos de assédio dentro do programa Big Brother Brasil. O inquérito foi instaurado pela delegada Catarina Noble e está sendo investigado sob orientação de Juliana Emerique, diretora geral das DEAMS do Rio de Janeiro. "Há uma revolta em relação ao comportamento desse rapaz não só da população feminina, mas de todos aqueles que respeitam as mulheres", disse a delegada Juliana Emerique em entrevista para Universa.

De acordo com a delegada, Petrix deve prestar, até sexta-feira (7), esclarecimentos sobre imagens veiculadas pela TV em que teria assediado Bianca Andrade e outra participante do programa, cujo nome não foi revelado por Juliana.

"São imagens muito sérias, então queremos saber mais detalhes sobre o que aconteceu." Os internautas que acompanham o reality show da TV Globo usaram as redes sociais para pedir a saída do ginasta e um posicionamento da emissora. "Tivemos demonstrações de revolta contra o comportamento desse rapaz, então a delegada decidiu que, por ser uma ação penal pública, fazer o primeiro procedimento policial," afirma a diretora.

O inquérito investiga Petrix por importunação sexual, que, de acordo com o 2º artigo da lei 13.718, de setembro de 2018, é "praticar contra alguém sem a sua anuência um ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou o desejo de terceiros". "A pena é de um a cinco anos de reclusão", fala Juliana Emerique.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, Petrix deve prestar depoimento até sexta-feira. O participante é um dos quatro que estão no paredão desta terça-feira. "[Por isso] determinei que essa intimação fosse feita ainda hoje, mesmo sabendo que amanhã tem um paredão porque, obviamente, não sabemos se ele vai sair ou não", afirma Juliana.

Violência contra a mulher