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"O feminismo não deveria gerar tanta polêmica", defende Bruna Marquezine

Bruna Marquezine para Cidade Jardim - Divulgação
Bruna Marquezine para Cidade Jardim Imagem: Divulgação

De Universa

02/12/2019 13h14

Não é de hoje que Bruna Marquezine fala abertamente sobre feminismo, sororidade, autoestima... Mas, em entrevista à revista Cidade Jardim, a atriz de 24 anos celebrou as conquistas das novas gerações e defendeu: pautas feministas não deveriam assustar ninguém.

"A minha geração não tinha vivido as outras ondas do feminismo, então ninguém falava disso. Já para a minha irmã [Luana Marquezine, de 17 anos], o conceito é tão simples", disse. "O feminismo não deveria gerar tanta polêmica porque o conceito é basicamente o da igualdade de oportunidades, de direitos".

Bruna acredita que a principal conquista das novas gerações é poder falar abertamente sobre assuntos que vivem e, assim, buscar ajuda em outras mulheres.

"Falar de relacionamentos abusivos é uma conquista de hoje. Quantas meninas viveram isso e nem sabiam o que estavam passando? Algumas conseguiram sair desses relacionamentos (e alguns rapazes também) sem nem perceber o que tinham passado, perigando de repetir tudo de novo e de novo. Então existe, sim, uma evolução", defende.

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Imagem: Divulgação

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Em novembro, a atriz disse à Universa que já sofreu (e ainda sofre) com a rivalidade feminina e que procura cada vez mais trocar experiências com outras mulheres. "Às vezes só o olhar da outra, em um ambiente que por algum motivo é desconfortável ou opressor, significa muito", falou.

Agora, à Cidade Jardim, ela reforçou que o conceito de sororidade e o acolhimento entre mulheres é fundamental, mas não é fácil de ser aplicado.

"'Vamos todas dar as mãos, vamos todas caminhar juntas'. Só que a gente percebe, no meio da caminhada, que nem todo mundo caminha na mesma velocidade. Que nem todo mundo está preparado para dar a mão na hora em que você quer dar a mão. E, dentro do conceito de sororidade, você precisa entender isso, acolher, ao invés de simplesmente julgar", aconselha.

"Todo mundo quer chegar ao mesmo lugar, mas os caminhos são diferentes, as realidades são diferentes, as mulheres são diferentes".

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Direitos da mulher