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Mães e filhos

Mulher que teve 44 filhos tem útero cortado para evitar novas gestações

Mariam Nabatanzi teve 44 filhos, mas já morreram. Hoje ela cria 38 filhos em quatro casas diferentes - Reprodução/The Sun
Mariam Nabatanzi teve 44 filhos, mas já morreram. Hoje ela cria 38 filhos em quatro casas diferentes Imagem: Reprodução/The Sun

De Universa, em São Paulo

18/10/2019 12h48

Uma mulher em Uganda teve 44 filhos, sendo que seis deles faleceram, e buscou durante anos algum método para evitar mais gestações. No entanto, devido a um problema de fertilidade alta, ela não podia tomar pílulas anticoncepcionais. Agora, médicos resolveram cortar seu útero para impedir que ela tenha mais filhos.

Mariam Nabatanzi se casou aos 12 anos com um homem muito mais velho. Logo no primeiro ano de casamento ela engravidou de gêmeos. Depois ela teve quatro gravidezes de trigêmeos e cinco de quádruplos, além de outros gêmeos e gestações de um bebê só. Há três anos, depois de dar a luz ao último par de gêmeos, ela foi abandonada pelo marido, e teve de dar conta da criação dos 38 filhos.

Segundo o jornal "The Sun", Mariam buscava métodos contraceptivos desde a primeira gestação de gêmeos, mas seu médico a alertou que pílulas anticoncepcionais poderiam ser perigosas, pois ela tinha o útero muito grande. A condição a fazia ovular numa quantidade maior que o comum, tornando a gravidez de gêmeos ou, mais bebês, muito provável.

Depois de algumas gestações com complicações e de ter perdido alguns de seus bebês, os médicos resolveram fazer uma cirurgia para impedi-la de ter mais filhos. Segundo disse ao "The Sun", seu médico lhe contou que havia cortado seu útero "por dentro".

Ao "Daily Monitor", o ginecologista do Hospital de Mulago em Kampala, Uganda, explicou que o caso de alta fertilidade, como de Mariam, tem causas hereditárias. "O caso dela é a predisposição genética para hiper-ovular - liberando vários óvulos em um ciclo - o que aumenta significativamente a chance de ter vários partos. É sempre genético".

Ela teve complicações em sua última gravidez, na qual um de seus filhos gêmeos morreu durante o parto. Foi a sexta criança a morrer. Logo depois, seu marido a deixou.

"Eu cresci em lágrimas, meu homem me fez passar por muito sofrimento. Todo o meu tempo foi gasto cuidando dos meus filhos e trabalhando para ganhar algum dinheiro", disse ao "The Sun".

Os filhos mais velhos ajudam a cuidar dos mais novos e dos afazeres da casa, segundo o jornal. Os 38 filhos se dividem em quatro casas, alguns dormem em camas de metal, outros no chão. Um único dia de refeições pode exigir até 25 kg de farinha de milho, ela conta.

Ela contou como teve uma infância difícil, na qual a mãe a deixou, seus irmãos morreram e sua madrasta a maltratava. Agora, ela só quer que seus filhos consigam ser felizes. "Comecei a assumir responsabilidades adultas desde cedo", disse ela. "Acho que não tive alegria desde que nasci".

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