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David Miranda na Parada: "É imprescindível mostrar que somos a resistência"

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) durante a Parada do Orgulho LGBTQ+ na Avenida Paulista, em São Paulo - Luciola Villela/ UOL
O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) durante a Parada do Orgulho LGBTQ+ na Avenida Paulista, em São Paulo Imagem: Luciola Villela/ UOL

Jacqueline Elise

Da Universa, em São Paulo

23/06/2019 12h11

A Parada do Orgulho LGBTQ+ é um dia de festa, mas é, também, uma oportunidade de pensar na luta que está por vir -- pelo menos é o que acredita o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ).

Em entrevista à Universa durante o evento, que acontece agora na Avenida Paulista, em São Paulo, o parlamentar lembrou que a data marca um dos principais movimentos políticos do país e falou sobre a importância de não só pessoas LGBTQ+, como suas famílias, irem às ruas.

"Nós temos um presidente abertamente LGBTfóbico. Por isso, é imprescindível mostrar que seremos resistência nesse momento", disse.

Ele lembrou, ainda, que o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQ+ no mundo.

"As pessoas vêm à rua demonstrar coragem por aqueles que morreram e pelos que sofrem LGBTfobia todos os dias nesse país. Vamos estar nas ruas vivos e com muito orgulho", disse. "Marielle era LGBT e foi assassinada no ano passado. Jean [Wyllys] está exilado. É um momento importante para lembrar de todos aqueles que caíram e não podem estar aqui hoje".

Apesar do cenário crítico, David Miranda acredita que há o que comemorar: a decisão do STF de criminalizar a homofobia e a transfobia, enquadrando-os como crime de racismo.

"Vai ter muito grito anti-Bolsonaro e vai ter muita força também. Estaremos nas ruas comemorando, felizes, mas com os punhos cerrados para cima", concluiu.

A 23ª Parada do Orgulho LGBTQ+

A 23ª edição da Parada do Orgulho LGBTQ+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestir, transgêneros e pessoas queer) de São Paulo está ocupando a Avenida Paulista desde as 10h deste domingo (23).

O evento reúne cerca de 3 milhões de pessoas, segundo estimativa da Prefeitura de São Paulo.

O primeiro trio parte às 12h e deve seguir em direção à Rua da Consolação. Serão 19 trios e o último deles deve chegar ao destino final por volta das 18h, quando acontece a dispersão. A Avenida Paulista ficará bloqueada para carros a partir das 8h e a liberação da via acontecerá após a limpeza no domingo. Já a Rua da Consolação ficará bloqueada para carros das 12h às 19h.

Estima-se que a prefeitura tenha gasto 1,8 milhão de reais com a organização da Parada neste ano. Além do montante, o evento conta com o patrocínio de empresas privadas -- a Uber, por exemplo, é responsável por dois dos trios que vão desfilar.

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