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Gays e transsexuais brasileiros sofrem com a crise econômica do coronavírus

4 em cada 10 pessoas LGBTQ+ e mais da metade das pessoas trans disseram que não seriam capazes de sobreviver sem renda por mais de um mês - Getty Images/iStockphoto
4 em cada 10 pessoas LGBTQ+ e mais da metade das pessoas trans disseram que não seriam capazes de sobreviver sem renda por mais de um mês Imagem: Getty Images/iStockphoto

Por Oscar Lopez e Fabio Teixeira

Da Reuters em Cidade do México e Rio de Janeiro

29/06/2020 10h31Atualizada em 29/06/2020 11h47

Um em cada quatro gays e transexuais brasileiros desempregados perdeu o emprego recentemente durante o surto de coronavírus, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo (28), mostrando que o desemprego entre brasileiros LGBTQ+ é quase o dobro da taxa geral do país.

Quatro em cada 10 pessoas LGBTQ+ e mais da metade das pessoas trans disseram que não seriam capazes de sobreviver sem renda por mais de um mês, de acordo com a pesquisa do grupo de defesa #VoteLGBT.

À medida que o Brasil surge como um dos maiores focos de coronavírus no mundo, os residentes LGBTQ+ ficam especialmente vulneráveis quando enfrentam problemas de saúde, trabalho e renda, segundo a pesquisa.

O Brasil registrou mais de 1,2 milhão de casos de coronavírus desde o início da pandemia, entre os números mais altos do mundo, com cerca de 55.000 mortes, segundo o Ministério da Saúde.

A taxa de desemprego subiu para 12,6% nos três meses até abril, a maior em mais de um ano, com quase 5 milhões de pessoas deixando a força de trabalho. Os dados oficiais de desemprego de maio serão divulgados nesta semana.

Os LGBTQ+ brasileiros, por sua vez, registram uma taxa de desemprego de 21,6%, segundo a pesquisa #VoteLGBT.

O número real é provavelmente maior porque a pesquisa foi feita online, disse Fernanda De Lena, membro do #VoteLGBT.

"Pessoas sem um aparelho eletrônico para responder ao questionário não estão sendo contabilizadas", disse ela. "Portanto o número de desempregados é provavelmente subestimado."

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