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Susan B. Anthony, a primeira mulher dos EUA a votar, ganha indulto de Trump

Susan B. Anthony, presa por ser a primeira mulher a votar nos EUA, finalmente ganha induto do governo americano - Bettmann/Bettmann Archive
Susan B. Anthony, presa por ser a primeira mulher a votar nos EUA, finalmente ganha induto do governo americano Imagem: Bettmann/Bettmann Archive

Da AFP, em Washington (EUA)

18/08/2020 14h21Atualizada em 18/08/2020 15h43

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou hoje o centenário do direito ao voto feminino ao anunciar o indulto a Susan Brownell Anthony, presa por depositar seu voto em 1872, quando a prática ainda era crime para mulheres.

Em um evento da Casa Branca para celebrar o centenário da 19ª Emenda que encerrou a exclusão das mulheres ao voto, Trump disse que assinaria um "perdão total e completo" para Anthony no final do dia.

Por que levou tanto tempo? questionou Trump ao anunciar o indulto.

O presidente, que enfrenta uma difícil reeleição em 3 de novembro contra o democrata Joe Biden, se esforça para conseguir apoio entre as mulheres, especialmente aquelas que chamou de "donas de casa suburbanas".

O legado de Susan

Anthony foi presa em Rochester, no estado de Nova York, e depois condenada. Ela foi multada em US$ 100 pelo crime de votar, mas se recusou a pagar. A história gerou revolta e chamou a atenção para o movimento sufragista, do qual ela se tornou uma das líderes mais visíveis, segundo o site do Museu Nacional de História das Mulheres.

Junto com a também ativista Elizabeth Cady Stanton, Anthony viajou pelos EUA para discursar em prol do movimento sufragista. Em 1876, ela liderou um grande protesto no centenário da independência americana, onde fez um dos seus discursos mais famosos - Declaração de Direitos.

Anthony morreu em 1906, 14 anos antes de as mulheres receberam o direito de votar nos Estados Unidos.

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