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Violência contra a mulher

#MeToo força renúncia de ministro adjunto indiano acusado de assédio

Mulheres caminham descalças entre os ratos do templo de Karni Mata, na Índia - iStock/Getty Images
Mulheres caminham descalças entre os ratos do templo de Karni Mata, na Índia Imagem: iStock/Getty Images

Da AFP, em Nova Délhi

17/10/2018 16h31

Um ministro adjunto do governo da Índia, acusado de assédio sexual por 20 mulheres no âmbito do movimento #MeToo, apresentou sua renúncia nesta quarta-feira (17).

"Considero apropriado renunciar a minhas responsabilidades e lutar contra as falsas acusações", afirmou em um comunicado M.J. Akbar, jornalista que se tornou ministro adjunto das Relações Exteriores do governo do primeiro-ministro Narendra  Modi.

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Akbar, 67 anos, é acusado desde a semana passada, por meio de depoimentos de mulheres nas redes sociais ou publicados pela imprensa, por conduta sexual inapropriada quando ocupava cargos importantes em diversos meios de comunicação.

Ele anunciou que processará por difamação a primeira mulher que apresentou acusações.

Cineastas, atores, jornalistas: várias personalidades indianas da indústria do entretenimento e dos meios de comunicação foram acusadas publicamente nos últimos dias de comportamento inapropriado em relação às mulheres, em uma sociedade tradicional e patriarcal.

A campanha feminista #MeToo provocou uma série de renúncias e investigações na Índia, país de 1,25 bilhão de e habitantes.

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