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Se Conselho Fosse Bom

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

"Estou apaixonada pelo filho do meu padrasto. E agora?"

ViewApart/Getty Images/iStockphoto
Imagem: ViewApart/Getty Images/iStockphoto
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Karin Hueck

Karin Hueck é jornalista e escritora. Foi editora da revista "Superinteressante", colaborou para alguns dos maiores veículos do Brasil e tem 5 livros publicados. "Se conselho fosse bom" é uma coluna de conselhos sentimentais, existenciais e práticos. Está com problemas no trabalho? Sua família te enlouquece? Não sabe se casa ou compra uma bicicleta? Mande as suas dúvidas para o se.conselho.fosse.bom@bol.com.br As respostas são 100% anônimas

Colunista de Universa

21/08/2021 04h00

Está precisando de um conselho? Mande a sua pergunta para se.conselho.fosse.bom@bol.com.br

Preciso de ajuda, estou vivendo um drama. Eu tenho 24 anos e minha mãe se separou do meu pai quando eu tinha 6. Faz alguns anos, ela conheceu o meu padrasto e eles começaram a namorar, e agora se casaram e ele veio morar com a gente. Meu padrasto já tinha dois filhos, que moram com a mãe, mas passam alguns fins de semana com a gente. Um deles, que tem 23 anos, é do jeito que eu gosto: lindo, engraçado, inteligente, tudo. Só que agora eu acho que estou interessada nele, e o pior: tenho certeza de que ele também está a fim, porque estamos sempre conversando até de madrugada. Ainda não aconteceu nada, mas eu estou muito a fim. E agora? Eu sinto que estou fazendo algo errado, ao mesmo tempo, ele não é meu irmão nem nada, né? Eu nem o conhecia! O que eu faço?
- Amor nem um pouco fraternal

- Cara amor nem um pouco fraternal
Esse é um daqueles conselhos pro forma, porque me parece óbvio que vocês dois vão acabar fazendo o que os seus hormônios mandarem. De fato, não acho que tenha nada moralmente (ou biologicamente) errado em você ficar a fim desse rapaz - com quem você não convive desde criança e com quem você não tem nenhum laço sanguíneo. Mas acho que você precisa pensar na possibilidade muito real de esse caso não dar certo - e aí você ter que ficar convivendo com o seu irmãoteado/ irmão torto para sempre. Imagine o pior cenário: vocês ficam um tempo juntos, você se envolve, ele termina com você, e aí chega o Natal. Ou o ano novo. Ou as férias na praia, para as quais ele resolve trazer a nova namorada. Esse vai ser um ex que você jamais vai poder evitar - e isso, sim, pode virar um drama. Também acho que seria melhor você entrar nesse rolo quando vocês já não estivessem morando com os pais. Aí, dando errado, cada um vai para o seu canto e fim.

Meu namorado colocou fim no nosso relacionamento de 1 ano e meio. Ele foi casado com uma mulher por mais de 20 anos e se separou dela por ter descoberto muitas traições. Quando o conheci, ele estava recém-separado. Ele me dizia que já superou o término com ela. Que não gostava mais dela. Só que do nada terminou comigo dizendo que o sentimento por mim não evoluiu. Disse que gosta muito de mim, que ama minha família, mas que ele está infeliz com a vida dele. Estou sofrendo muito porque eu me apaixonei por ele e não queria o fim. Nunca tivemos nenhuma crise, nenhuma briga. Éramos muito parceiros. Estou arrasada. Deixei ele partir e ser livre. Desejo a felicidade dele, mas queria ele comigo. Não paro de chorar. Algum conselho?
- Um fim

- Cara um fim
Você está passando pela mais antiga história de todas: um amor não-correspondido. Não tem nada que eu possa falar que vá tirar a dor que você está sentindo. Mas espero que você encontre conforto em pensar que viveu uma história bonita, com um cara legal, que foi respeitoso até o final, além de honesto. Você também fez a coisa certa, ao deixá-lo partir. Infelizmente, não tem como fazer alguém que não quer ficar com a gente. Agora é seguir o Protocolo Básico do Fim: cortar o contato com ele, tirá-lo das redes sociais para não cair na besteira de ficar stalkeando, formar um grupo de amigos para passar os fins de semana. E o principal: deixar o tempo agir - ele sempre age, eu prometo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL