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Nokia 5.3: bateria do celular me surpreendeu e irritou ao mesmo tempo

Tilt
Imagem: Tilt

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

28/04/2021 04h00

A HMD Global, empresa proprietária da marca Nokia, trouxe ao mercado brasileiro o celular intermediário Nokia 5.3 no final do ano passado, tendo as cinco câmeras e a promessa de bateria duradoura como principais destaques. Hoje, cinco meses depois, será que investir no aparelho ainda vale a pena?

A primeira informação importante é o preço, já que caiu bastante. O aparelho chegou por R$ 1.899, mas já é possível encontrá-lo por a partir de R$ 1.298 (em lojas parceiras).

O Nokia 5.3, junto ao modelo "irmão" Nokia C2, foram os primeiros da HMD produzidos no Brasil a partir de uma parceria com a companhia Multilaser. Veja agora em detalhes como ele é e se vale a pena comprá-lo.


Divulgação

Nokia 5.3

Preço

R$ 1.899 R$ 1.298 (a partir de) Comprar
TILT
3,2 /5
USUÁRIOS
3,0 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

O tamanho da tela é bom o suficiente para vídeos, mas a empresa podia ter adotado um display mais avançado do que LCD

Às vezes, o tempo de resposta entre um comando e outro é um pouco lento

Fotos ficam na média para a categoria

A versatilidade das lentes é algo positivo, mas o resultado das fotos ficam apenas na média

O celular não pesa nas mãos durante o uso

Pontos Positivos

  • A bateria diminui lentamente quando o celular não é usado
  • O aparelho é confortável de usar e segurar apesar de grande

Pontos Negativos

  • Ao mesmo tempo, a bateria diminui rápido durante o uso do aparelho
  • A qualidade das fotos deixam a desejar no modo grande angular e macro. Algumas imagens ficam com aspecto desbotado

Veredito

O Nokia 5.3 é um celular intermediário que chegou custando caro para o que ele entrega. Mas o preço caiu bastante e torna o modelo uma opção interessante para quem quer migrar de categoria de celulares saindo de um telefone básico para investir em um smartphone intermediário. No espere tanto das câmeras, mas desempenho e bateria podem fazer essa mudança valer a pena.

O UOL pode receber uma parcela das vendas pelo link de compra recomendado neste conteúdo. Preços e ofertas da loja não influenciam os critérios de escolha editorial.

O Nokia 5.3 tem uma tela LCD de 6,5 polegadas (16,5 cm na diagonal) no formato "tela infinita", isto é, quase sem bordas. Na verdade, há uma borda contínua com um entalhe de gota no alto, para abrigar a câmera de selfie. Na parte de baixo, existe uma borda mais grossa com o nome Nokia bem destacado.

Nokia 5.3: modelo tem tela de 6,5 polegadas - Bruna Souza Cruz/Tilt - Bruna Souza Cruz/Tilt
Nokia 5.3: modelo tem tela de 6,5 polegadas
Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt

A proporção da tela é de 20:9 e sua resolução é HD+ (de 1.600 x 720 pixels). Não é a configuração mais atual dos celulares intermediários, mas o tamanho é suficiente para maratonar séries online.

Nokia 5.3: tela tem proporção 20:9. É possível visualizar os vídeos de duas formas: padrão (imagem) ou estendida - Bruna Souza Cruz/Tilt - Bruna Souza Cruz/Tilt
É possível visualizar vídeos de duas formas na tela: a foto mostra o jeito padrão
Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt
Nokia 5.3: tela tem proporção 20:9. É possível visualizar os vídeos de duas formas: padrão ou estendida (imagem) - Bruna Souza Cruz/Tilt - Bruna Souza Cruz/Tilt
É possível visualizar vídeos de duas formas na tela: a foto mostra a opção estendida
Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt

O modelo de testes era cinza, mas a HMD também trabalha com uma versão verde ciano. Na traseira, o acabamento é fosco e as quatro câmeras posicionadas em um círculo chamam a atenção. Parece um anel futurista e diferente do que estamos acostumados a ver, já que os formatos mais comuns no módulo de câmera são ovais, quadrados ou retangulares.

Nokia 5.3 - detalhe das câmeras - Bruna Souza Cruz/Tilt - Bruna Souza Cruz/Tilt
Nokia 5.3 - detalhe das câmeras
Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt

O ponto positivo é que essa estrutura não "salta" como em outros modelos. Ao virar o aparelho de lado, o círculo fica bem discreto. Logo abaixo das câmeras, existe um sensor de reconhecimento de impressão digital (mais de um dedo pode ser cadastrado).

Achei o Nokia 5.3 bem leve (180 g). Apesar de grande, não tive problemas para segurar e usar. Mas é aquela coisa: vai ser preciso digitar com a ajuda das duas mãos.

O aparelho também tem proteção contra poeira e água. Só tenha cuidado com os riscos na parte de trás, feita de plástico. Vale investir em uma capinha protetora.

A bateria é mesmo o destaque do Nokia 5.3. Sua carga é de 4.000 mAh, número comum entre os celulares intermediários, mas ela conseguiu me surpreender positivamente e me frustrou ao mesmo tempo.

Após quase duas semanas de testes, observei que o celular precisava de recarga em menos de um dia completo com um uso mais intenso, cheio de jogos, músicas, vídeos online e várias horas de internet.

Em nosso teste de reprodução contínua de um vídeo online com conexão Wi-Fi, o Nokia 5.3 ficou 6h39 com a tela ligada direto (de 100% até 0%). O Redmi Note 9, que hoje tem um preço parecido com o celular da HMD, conseguiu marcar 9h21 no mesmo teste, por exemplo. Outro ponto negativo é que ela demora para ser recarregada: 2h55 para ir de zero a 100%.

O que me fez brilhar os olhos foi que a bateria diminuía bem lentamente quando o aparelho ficava parado entre um uso e outro. Em uma semana com o celular paradinho, sem uso algum, levou quase cinco dias até desligar de vez. Isso significa que o celular tem um gerenciamento inteligente de bateria no modo espera.

O telefone roda o processador Snapdragon 665, lançado pela Qualcomm no início de 2019. A memória RAM é de 4 GB. Só para ter uma base de comparação, o Xiaomi Redmi Note 8 e os Moto G8, G8 Plus e G8 Power trabalham com o mesmo chip.

Durante os testes, o Nokia 5.3 teve um desempenho mediano. Alguns aplicativos e programas do celular às vezes demoravam um pouco para abrir, mas nada grave que impedisse o uso. A tela do celular também ficou poucos segundos "congelada" por duas vezes em quase duas semanas de testes.

No teste que mede a eficiência do processador, realizado com o aplicativo Geekbench 5, o Nokia 5.3 apresentou 1.348 pontos no desempenho de todos os núcleos e 312 por cada um deles. O resultado ficou perto dos modelos Galaxy A51 (1.289 X 348) e do Moto G8 (1.298 x 311).

Se você gosta de jogos leves como Candy Crush, o aparelho não vai decepcionar. Mas se o seu lance for games mais avançados como o de corrida Asphalt 9, aí é melhor reconsiderar o seu investimento, pois não conseguirá aproveitar todas as configurações máximas do jogo (qualidade dos gráficos, por exemplo)

Ao todo, são cinco câmeras no modelo: quatro lentes na traseira e uma frontal. Na parte de trás temos:

  • Principal de 13 MP
  • Ultra grande angular (ângulo de 118º) de 5 MP
  • Macro (ajuda a tirar fotos de objetos próximos) de 2 MP
  • Profundidade de 2 MP

As fotos tiradas com o celular ficam na média. Em ambientes com uma iluminação equilibrada, elas ficam dentro do esperado para a categoria de preço atual (quase R$ 1.300). Quem não curte imagens tão saturadas (cores mais vibrantes) pode gostar do resultado também.

Em alguns momentos eu obtive cenas com aspecto desbotado e diferente do que eu estava vendo com os meus olhos. Por exemplo, o verde da árvore não ficou tão verde. O azul do céu ficou ligeiramente mais claro do que o real. As cores das fotos tiradas com a lente principal também ficaram mais intensas do que as com a grande angular ou com a macro, que produzem imagens mais claras.

Nokia 5.3: confira fotos tiradas com o celular

O Nokia 5.3 tem a função modo noturno, que tenta dar uma força em ambientes com pouca luz. Não faz milagre, principalmente em momentos com cenas em movimento (como carros passando), mas ajuda um pouco às vezes. Só se prepare porque algumas fotos tendem a sair borradas e com aspecto desbotado.

Ao tirar uma fotografia com o modo noturno ativado, é preciso segurar bem firme o celular para tentar evitar o problema. Mas, mesmo segurando firme, os borrões podem aparecer na sequência se o local estiver muito escuro.

A câmera de selfie é de 8 MP. Achei ela apenas ok: nem ruim, nem maravilhosa. Em locais com uma iluminação equilibrada, as fotos sairão boas, mas em outras situações, não curti tanto o resultado. O efeito chamado "Embelezar", nativo do celular, deixou o meu rosto pálido e clareou indevidamente a minha pele. Fiquei parecendo um boneco de cera ao usar a configuração máxima do recurso. Não gostei. Já testei celulares intermediários que tinham uma função parecida, mas o resultado era menos forçado.

O Nokia 5.3 tem os seus prós e contras. Está longe de ser um celular intermediário quase perfeito, mas tem os seus pontos positivos. Se ele ainda custasse R$ 1.899 (preço de lançamento), o custo-benefício dele não valeria a pena. Porém, pagar em torno de R$ 1.300 já deixa a coisa mais interessante. O modelo tem configurações melhores do que os celulares mais básicos.

Por isso, acho que vale a pena acrescentá-lo na sua lista de pesquisas exatamente se você está em busca de trocar o seu celular básico por um intermediário não tão caro.

Se quiser algo melhor por um pouco mais caro, a própria Nokia lançou recentemente o modelo 5.4 por R$ 1.999. Na concorrência, vale dar uma olhada no Moto G9 Power com bateria de 6.000 mAh, por R$ 1.899, ou no Samsung Galaxy M51 (7.000 mAh) por preço oficial de R$ 2.899, mas que já pode ser achado nas lojas por menos de R$ 2.000 à vista.

Especificações técnicas
  • Sistema Operacional

  • Android 10

  • Dimensões

  • 164,28 mm x 76,62 mm x 8,5 mm; peso 180g

  • Cor

  • cinza ou verde ciano

  • Preço

  • R$ 1.899

Tela
  • Tipo

  • LCD

  • Tamanho

  • 6,5 polegadas

  • Resolução

  • 1.600 x 720

Câmera
  • Câmera Frontal

  • 8 MP

  • Câmera Traseira

  • quádrupla:13 MP, 5 MP, 2 MP e 2 MP

Dados técnicos
  • Processador

  • Qualcomm Snapdragon 665

  • Armazenamento

  • 128 GB

  • Memória

  • 4 GB de RAM

  • Bateria

  • 4.000 mAh