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Evite dor de cabeça: veja como saber se iPhone é falso ou roubado

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt, em São Paulo

10/03/2023 04h00

A chance de um iPhone barato demais ter procedência duvidosa é grande. Desconfie de aparelhos novos vendidos por valores muito abaixo do praticado pela Apple e lojas parceiras do varejo.

Existem promoções, sim. Mas elas não costumam a chegar nem a 40% do valor do produto novo, segundo órgãos de defesa do consumidor. Caso encontre um iPhone com preço mais do que atrativo, siga as dicas a seguir para diminuir o risco de comprar um telefone falsificado ou alvo de roubo.

Riscos da compra

Quem compra um celular assim (seja iPhone ou Android) está sujeito a enfrentar alguns problemas:

  • O desempenho do telefone pode não ser satisfatório, especialmente em quesitos como qualidade de som e de câmera.
  • É provável que esse aparelho fique inutilizado em algum momento uma vez que Anatel intensificou o bloqueio de aparelhos piratas (de diferentes sistemas operacionais) nos últimos anos.

Dicas para uma compra segura

Fuja de preços baratos

Não tem jeito. O valor do iPhone é alto e, mesmo que a venda envolva um modelo novo mais antigo - como iPhone 11 - o preço não será incrivelmente menos caro.

A versão mais barata vendida pela Apple atualmente é o iPhone SE (2022), que custa cerca de R$ 2.996 (em sites varejistas). Logo, é improvável que um iPhone 8 novo seja encontrado por menos de R$ 800, por mais antigo que ele seja. Numa busca rápida encontramos ele por quase R$ 1.500.

Pesquise antes no site da Apple

O objetivo é conhecer e listar características do modelo original que você deseja compra, como cores e conexões. Importante saber:

  • iPhones não possuem entradas para fones de ouvido desde o modelo iPhone 7 (só encontrado hoje em dia em versões usadas).
  • Não permitem a troca de cartão de memória interna.
  • Não tem TV digital integrada ao seu sistema.

De olho no telefone ligado

Caso você já tenha comprado o celular, observe na tela de início se o logotipo Apple (uma maçã) aparece quando o aparelho está sendo inicializado. Nos celulares falsificados, em geral, há outras informações neste momento.

Mexer no aparelho por alguns minutos também é suficiente para saber se ele se trata de uma cópia. Basta tentar acessar serviços da Apple como a App Store - não vai funcionar. Outras funcionalidades, como a assistente de voz Siri, também não aparecem em aparelhos falsos.

Também vale checar se o número de série do aparelho - que pode ser visto seguindo as opções:

  1. Ajustes
  2. Geral
  3. Sobre. Entre os itens informados, é necessário que dados correspondes a Apple devem estar detalhados.

Um dado essencial é o IMEI, uma espécie de CPF que serve para identificar um telefone.

A partir dos códigos é possível descobrir se um smartphone é ou não regular. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) alerta: sempre escolha um fornecedor confiável e exija nota fiscal.

Em seguida, vá no site Consulta IMEI. Se a plataforma retornar "impedido", é porque o telefone está bloqueador. Caso contrário, se a informação for "Não cadastrado na base", é sinal de que o sistema não registrou nenhuma queixa de perda ou roubo do aparelho.

Android com cara de iOS

O grau de sofisticação dos aparelhos falsos pode ir além do exterior do aparelho. O sistema utilizado em modelos falsificados do iPhone é o uso do Android completamente alterado para ter a mesma interface do iOS. Isso inclui ícones, menus e funções.

Por fim, o ideal é sempre adquirir produtos do tipo de varejistas confiáveis e ficar longe de ofertas muito boas. Especialmente quando o assunto é preço de iPhone, vale levar ao pé da letra o ditado que diz que quando o milagre é bom demais, até o santo desconfia.