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Musk quer filtro contra tweets ofensivos e reduzir 'liberdade de alcance'

Dado Ruvic/Reuters
Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Eduardo Almeida

Colaboração para Tilt*, em Fortaleza

22/06/2022 13h03

O empresário Elon Musk acredita que a existência de um filtro no Twitter que bloqueie publicações que os usuários considerem ofensivas pode tornar rede social um "sistema atraente para usar".

Além disso, o bilionário também prevê a possibilidade de os usuários definirem preferências na plataforma para limitar o que desejam ver dentro dos "limites da lei". Para ele, o objetivo é "atrair a maioria das pessoas a querer estar no Twitter."

As sugestões foram dadas por Musk durante o Fórum Econômico do Qatar, em entrevista ao editor-chefe da Bloomberg News, John Micklethwait.

"Se suas preferências são ver ou ler qualquer coisa, então você terá isso", disse ele. "Mas se você prefere não ver comentários que você considera ofensivos de uma forma ou de outra, então você pode ter isso com um ajuste para não ver", explicou o empresário.

Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, fez uma oferta de compra do Twitter estimada em US$ 44 bilhões. Mas o processo foi suspenso por questões não resolvidas, como a falta de detalhamento sobre a quantidade de contas falsas existentes na rede social.

Abaixo é possível ver a entrevista (em inglês) que Musk deu durante o evento:

Twitter inclusivo

O bilionário afirmou ainda que o Twitter deve ser o mais inclusivo possível e comentou que liberdade de expressão e liberdade de alcance são coisas diferentes.

"Obviamente, nos Estados Unidos, você pode ir no meio da Times Square [avenida famosa de Nova York] e gritar o que quiser. Você vai irritar as pessoas ao seu redor, mas você pode gritar o que quiser em um lugar público", afirmou.

"Mas o que você disser, por mais controverso que seja, não precisa ser transmitido para todo o país", acrescentou Musk.

O empresário já disse em diferentes oportunidades que é contra a prática do Twitter de banir contas de usuários que violem as políticas de uso da rede social —a do Donald Trump foi bloqueada, por exemplo. Por isso, ele defende que a plataforma deve ter maior liberdade de expressão.

O que o Twitter permite hoje

O empresário não entrou em maiores detalhes sobre como seria esse filtro. E o Twitter também não. Mas a rede social já:

  • Permite que usuários filtrem ou bloqueiem conteúdos que considerem ofensivos de contas específicas, como tuítes enviados por robôs e perfis automatizados
  • Silencie palavras específicas. Exemplo: não visualizar tuítes que contenham o termo "ódio" nas publicações.
  • Denuncie contas que infrinjam as regras da rede social, que envolvem a proibição de discurso de ódio, propagação de fake news, promoção da violência, extremismo, além de proibir a publicação de conteúdo adulto.

*Com informações do site Insider.