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Após queda de ações da Tesla, Musk dará mais US$ 6 bi para comprar Twitter

Empresário Elon Musk durante conferência TED realizada em Vancouver, no Canadá, em 14 de abril de 2022 - Ryan Lash/Ted Conferences/AFP
Empresário Elon Musk durante conferência TED realizada em Vancouver, no Canadá, em 14 de abril de 2022 Imagem: Ryan Lash/Ted Conferences/AFP

Ellen Alves

Colaboração para Tilt*, do Rio de Janeiro

26/05/2022 13h34

Elon Musk vai tirar mais dinheiro do bolso para continuar com o acordo de compra do Twitter e não depender tanto de empréstimos vinculados às suas ações da Tesla, sua empresa de carros elétricos. O bilionário se comprometeu com um financiamento adicional de US$ 6,25 bilhões para integrar a oferta de US$ 44 bilhões pela rede social.

De acordo com a mudança, o valor que irá destinar ao processo de compra passa a ser US$ 33,5 bilhões. Até então, esse montante seria de US$ 27,25 bilhões. As informações são do site The Verge.

Fundador também da SpaceX (empresa aeroespacial), Elon Musk é a pessoa mais rica do mundo. Ele possui uma fortuna avaliada em US$ 250 bilhões, segundo a revista Forbes.

Mudança de estratégia

Após um mês difícil para a Tesla financeiramente, o empresário sul-africano decidiu não usar mais nenhuma ação que possui da empresa como garantia para financiar a compra do Twitter.

Os preços das ações da companhia despencaram desde que Musk divulgou que compraria a rede social. Em apenas um mês, essa queda chegou a 30% do valor de mercado.

A alteração do negócio consta em um documento enviado para a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, em inglês).

Inicialmente, Musk iria tirar US$ 21 bilhões de seu patrimônio pessoal e usar US$ 25,5 bilhões feitos a partir de empréstimos, sendo que US$ 12,5 bilhões desse total havia sido garantido usando as ações da Tesla do empresário.

Compra em pausa

Apesar da notícia desse financiamento adicional, o acordo de compra segue em pausa desde o dia 13 de maio.

Segundo Musk, ele aguarda mais informações sobre o volume de contas falsas e de spam que atuam na rede social. Ele quer a garantia de que menos de 5% desses perfis funcionem na plataforma.