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Polícia holandesa cria deepfake de jovem assassinado para reabrir o caso

Sedar Soares, jovem assassinado na Holanda, recriado com deepfake em vídeo para pedir informações sobre o caso - Reprodução/Politie Eenheid Rotterdam
Sedar Soares, jovem assassinado na Holanda, recriado com deepfake em vídeo para pedir informações sobre o caso Imagem: Reprodução/Politie Eenheid Rotterdam

Barbara Mannara

Colaboração para Tilt*, do Rio de Janeiro

25/05/2022 11h49

Autoridades policiais da Holanda decidiram criar um vídeo com deepfake (que insere digitalmente o rosto de uma pessoa) para tentar solucionar um caso aberto desde 2003.

O vídeo é protagonizado por Sedar Soares, que tinha 13 anos quando foi assassinado a tiros. Ele está sendo veiculado para pedir que a população ofereça informações sobre o crime - e, pelo jeito, está dando certo.

O vídeo mostra o rosto de Soares aplicado realisticamente em um ator. Ele segura uma bola de futebol enquanto caminha por um gramado, cercado por seus familiares e amigos.

"Alguém deve saber quem assassinou meu querido irmão", diz a narração. "É por isso que ele foi trazido de volta à vida para este filme". A voz do próprio Soares também foi recriada digitalmente para completar: "Sabe mais? Então fale".

Soares foi assassinado no estacionamento de uma estação de metrô na cidade de Roterdã, enquanto jogava bolas de neve com os amigos. Na época, o crime foi arquivado pela polícia sem solução.

A ideia é tentar encontrar testemunhas do tiroteio ou quaisquer pistas sobre o assassinato. Toda a produção foi realizada com autorização da família da vítima.

A polícia tem observado resultados otimistas. "O fato de já termos recebido dezenas de dicas é muito positivo", disse Lillian van Duijvenbode, porta-voz da polícia de Roterdã, para o jornal The Guardian.

Durante a investigação, uma das possibilidades era de que o jovem tivesse jogado bolas de neve em um veículo e o dono teria retaliado. No entanto, a teoria atual é de que ele acabou sendo baleado inocentemente em uma rixa entre gangues.