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Aluno viraliza com uso controverso de nova função do iPhone: copiar e colar

Dimitri Karastelev/ Unsplash
Imagem: Dimitri Karastelev/ Unsplash

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt, em São Paulo

15/10/2021 16h26Atualizada em 18/10/2021 08h50

O sistema operacional iOS 15 chegou recentemente aos iPhones da Apple e um dos recursos mais práticos é a possibilidade de copiar textos a partir de fotos tiradas na hora ou já salvas na galeria do celular.

A nova função é útil, por exemplo, para copiar o conteúdo de documentos impressos ou de arquivos que não permitem cópia de texto, como ocorre com alguns PDFs. Porém, usos mais questionáveis também já estão viralizando nas redes sociais. É aí que entra o estudante francês Yann Bernillie.

Ele com certeza não foi o único a encontrar um outro jeitinho para o recurso, mas o rapaz ficou famoso na internet por usar o iPhone para copiar de um colega de classe as as anotações feitas num computador.

Não fica claro o contexto em que ele fez isso. Mas, imaginando uma prova ou um trabalho individual, a ação pode ser considerada a boa e velha trapaça na sala de aula.

O seu vídeo publicado no TikTok soma quase 92 mil visualizações.

Como usar (com responsabilidade) o novo recurso

Como dito no início, o recurso de captura de textos a partir de fotos é útil para várias situações, até mesmo para auxiliar nos estudos (Ex: extrair trechos de livros durante fichamento de conteúdo e resumos).

Para usá-lo, o iPhone precisa ter o sistema operacional iOS 15 instalado e um processador A12 Bionic ou posterior —ou seja, só funciona com modelos lançados em 2018 ou mais recentemente.

Basta ligar a câmera, tirar foto de um texto e procurá-la na galeria de imagens. Em seguida, é preciso pressionar o dedo por alguns segundos sobre as letras, selecionar o trecho a ser copiado.

Feito isso, aparecerá um conjunto de opções. Agora é só copiar e colar em um bloco de notas, por exemplo, e pronto.

Veja no gif abaixo como é simples:

É aquele tipo de função que, quando você usa a primeira vez, pensa em duas coisas. A primeira é o famoso "por que não fizeram isso antes?" (E é bom saber que o Android realmente fez antes da Apple). Já a segunda é "como posso usar isso?".

A moda vai pegar no Brasil?

Depende. O uso da tecnologia para quem pode investir em um iPhone tem potencial.

Contudo, ela pode fugir da realidade de muitos brasileiros na sala de aula. E a resposta para isso, no caso do iPhone, é mais técnica — nem vamos entrar aqui na questão preço do celular da Apple, que não costuma ser barato.

Pensando no uso útil durante as aulas, a função de capturar textos funciona melhor com informações exibidas na tela de computadores ou impressas. Textos escritos à mão são mais complexos para o sistema reconhecer (o do Android também tem dificuldades nisso).

Sendo assim, o problema por aqui envolve a falta de acesso a tecnologias dentro de muitas escolas. Segundo um relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado em setembro do ano passado, o acesso de estudantes a computadores ainda é bastante baixo.

Enquanto em países mais desenvolvidos a média é de um computador por estudante, aqui esse número salta para dez alunos para cada computador disponível. Isso faz com que o país fique na última colocação entre os países e territórios avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

Em situações assim, o funcionamento da ferramenta do iPhone e sua precisão dependeria muito mais da qualidade da letra de quem escreveu.