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Foto da jogadora de vôlei Rosamaria é usada em golpe no WhatsApp; entenda

Rosamaria comemora com Fê Garay ponto contra a Rússia nos Jogos Olímpicos de Tóquio - Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Rosamaria comemora com Fê Garay ponto contra a Rússia nos Jogos Olímpicos de Tóquio Imagem: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Letícia Naísa*

De Tilt, em São Paulo

10/08/2021 12h56Atualizada em 11/08/2021 11h25

A atleta Rosamaria, medalhista de prata nas Olimpíadas de Tóquio, avisou seus seguidores no Instagram que sua imagem está sendo usada por golpistas no Whatsapp. Pelo stories, mostrou prints de um número com sua foto no aplicativo de mensagens pedindo uma transferência bancária.

"Estão usando minha foto de novo para aplicar golpe no WhatsApp", escreveu Rosamaria. "Fiquem de olho", alertou. A atleta não é a primeira a sofrer com esse tipo de golpe. Neste ano, a modelo Carol Trentini e o jornalista Dony Denuccio também tiveram suas fotos usadas por gente pedindo dinheiro pelo WhatsApp.

Nesse tipo de golpe os criminosos usam a chamada engenharia social, que é quando a pessoa tenta ganhar a confiança da vítima para pedir dinheiro sem precisar violar a segurança dos aplicativos.

Rosamaria alerta seguidores sobre golpe no Whatsapp - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Rosamaria alerta seguidores sobre golpe no Whatsapp
Imagem: Reprodução/Instagram

Como o golpe funciona?

No caso de Carol Trentini, sua mãe acreditou nos golpistas. Uma pessoa se passou por ela pelo WhatsApp e foi pedindo dinheiro para uma emergência. Após atingir o limite diário de transferências, a mãe da modelo foi a uma agência bancária para enviar mais valores. Ela também fez um empréstimo depois de ter a conta zerada, perdendo todas as suas economias. Com a atleta Rosamaria, a tentativa de golpe parece ter seguido a mesma linha.

Normalmente, a primeira mensagem enviada é para avisar que a pessoa trocou de número. Em seguida, o criminoso conversa com a vítima até ela estar convencida de que realmente está falando com um conhecido. Muitos "estudam" os perfis de redes sociais abertas para conseguir se passar por outra pessoa e saber quem são os parentes e amigos mais próximos, além de roubar as fotos para criar um perfil falso no WhatsApp.

Vazamentos de dados podem facilitar a proliferação desse tipo de golpe. Informações vazadas ajudam criminosos a traçar o perfil de potenciais vítimas. Pessoas mais especializadas conseguem cruzar informações de diferentes vazamentos, como nome, email, telefone, endereço, data de nascimento, lista de amigos próximos e até números de CPF e RG.

Como se proteger?

  • Mantenha sua foto de perfil visível no WhatsApp apenas para os seus contatos salvos, e evite ter a mesma imagem em todas as redes
  • Se desconfiar da mensagem, ligue para a pessoa e confirme se é ela mesma quem está conversando com você
  • Ative a verificação em duas etapas de seus aplicativos de redes sociais
  • Nunca passe senhas e códigos recebidos por email ou telefone
  • Troque suas senhas com frequência e não use a mesma senha para todos os lugares

Sequestro de perfil

Em outro golpe bastante popular, criminosos clonam o WhatsApp da vítima e usam a lista de contatos para pedir dinheiro. Normalmente, a "invasão" ocorre após pedir que se compartilhe um número enviado via SMS ou depois de clicar em um link contaminado.

Caso a vítima informe a sequência numérica e não tenha a autenticação em duas etapas, a conta já é invadida. Para quem tem a proteção, eles agem posteriormente como falsos representantes do WhatsApp, informam que o perfil foi alvo de atividade suspeita e enviam um e-mail para recadastramento. Então, ao clicar no link é possível clonar o perfil no app.

*Com reportagem de Sarah Moura