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Como smartwatch ajudou polícia a revelar assassino de mulher na Grécia

Nino Carè/ Pixabay
Imagem: Nino Carè/ Pixabay

Cláudio Gabriel

Colaboração para Tilt

21/06/2021 12h39

Um caso de feminicídio em uma cidade perto de Atenas, capital grega, foi desvendado com a ajuda do smartwatch da vítima, a jovem britânica Caroline Crouch, 20. Após analisar os dados do relógio inteligente, a polícia descobriu que o responsável foi o marido Babis Anagnostopoulos, um piloto de avião de 32 anos.

Crouch foi encontrada morta no dia 11 de maio deste ano ao lado do seu filho, um bebê. Na época, Anagnostopoulos alegou que três assaltantes estrangeiros haviam invadido a casa deles, na região de Glyka Nera, de acordo com informações do jornal britânico "The Guardian".

Os criminosos o teriam amarrado, sufocado sua esposa, matado o cachorro e ainda roubado cerca de 15 mil euros (por volta de R$ 90 mil). Além disso, teriam roubado os cartões de memória das câmeras de segurança.

Como o smartwatch revelou a mentira

O primeiro indício da mentira foi que o smartwatch de Crouch havia registrado o horário em que os batimentos cardíacos dela pararam. A informação registrada estava diferente do horário informado pelo marido em depoimento à polícia. Além disso, o celular do piloto foi rastreado e analisado para verificar como foi a movimentação dele no dia do crime.

No mesmo momento em que ele havia relatado estar amarrado, o marcador de passos de um aplicativo de atividade física mostrou que Anagnostopoulosse se movimentou por toda a residência.

Os investigadores observaram também que os cartões de memória das câmeras foram retirados à 1h20 do horário local, diferentemente das 4h30, quando, segundo o marido, os bandidos teriam invadido sua residência.

O diretor da divisão de homicídios que apura o caso, Costas Hassiotis, contou à imprensa grega que "tudo foi encenado para que a cena do crime parecesse como uma cena de assalto".

Durante uma cerimônia em homenagem à Crouch, no último dia 17 de junho, Anagnostopoulos acabou sendo levado prestar depoimento. Segundo o "The Guardian", o homem foi confrontado durante 8 horas e confessou o crime. O piloto teria afirmado que cometeu o feminicídio após a esposa dizer que iria deixá-lo.

O crime repercutiu bastante na Grécia nos últimos dias. Informações eram atualizadas diariamente. Até a descoberta do assassino, o governo do país chegou a declarar uma recompensa de 300 mil euros (cerca de R$ 1,8 milhão) para informações sobre os falsos assaltantes.