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Cerca de 280 mil clientes da Enel em Osasco (SP) tiveram seus dados vazados

Divulgação
Imagem: Divulgação

Renata Baptista

De Tilt, no Recife

10/11/2020 13h34

Clientes da distribuidora de energia Enel São Paulo do município de Osasco, na Grande São Paulo, vêm sendo informados, desde segunda-feira (9), que tiveram seus dados cadastrais vazados indevidamente.

Segundo a concessionária, 4% da base de clientes na área da empresa foram atingidos pelo problema. Entre os dados vazados estão nome, documentação, data de nascimento, endereço, números de telefone, dados bancários e informações sobre a instalação elétrica. A empresa possui atualmente 7,2 milhões de consumidores em 24 municípios.

A Enel afirmou que está enviando comunicados aos clientes afetados pelo vazamento individualmente, por meio de email ou carta— como preconiza a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro.

Por meio de nota, a empresa afirma que desabilitou o acesso ao banco de dados e que abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido. Informou ainda que dúvidas sobre o problema podem ser sanadas pelo canal de atendimento 0800 7272 120.

E agora?

No comunicado enviado aos clientes afetados, a Enel diz que, após análises preliminares, ainda não era possível determinar se o vazamento teria originado "riscos significativos" a eles. No entanto, a empresa sugere que todos fiquem atentos a comunicações telefônicas ou eletrônicas de terceiros que solicitem dados pessoais e sigilosos, como senhas.

A LGPD estabelece penalidades para empresas que vazam dados de clientes, que variam de uma advertência a uma multa de 2% sobre o faturamento anual, limitada a R$ 50 milhões. A Enel São Paulo registrou lucro de R$ 159,4 milhões no terceiro trimestre de 2020. A decisão ficará a cargo da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

Gisele Truzzi, advogada especialista em Direito Digital da Truzzi Advogados, alerta ainda aos clientes da concessionária que receberam o email notificando sobre o vazamento de dados que confiram a procedência do mesmo. Segundo ela, golpistas podem, na tentativa de se aproveitarem da situação, enviar comunicados fraudulentos para praticarem o phishing, usando o nome da empresa e logomarca, solicitando mais informações ou pedindo para clicarem em links suspeitos.

Caso o email seja autêntico, a advogada recomenda que o cliente registre um boletim de ocorrência em Delegacia Eletrônica para que se resguarde caso seja vítima de uma eventual fraude em decorrência do vazamento dos dados.