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YouTube exclui canal de teórico da conspiração com vídeos contrários à OMS

David Icke, teórico da conspiração, teve seu canal do YouTube excluído pela plataforma - Anna Gowthorpe - PA Images/PA Images via Getty Images
David Icke, teórico da conspiração, teve seu canal do YouTube excluído pela plataforma Imagem: Anna Gowthorpe - PA Images/PA Images via Getty Images

De Tilt, em São Paulo

04/05/2020 13h43

O YouTube excluiu o canal do teórico da conspiração, David Icke, por violar as políticas da rede social. O canal tinha quase 1 milhão de inscritos e publicava conteúdos de teoria da conspiração, inclusive, contra as indicações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no combate ao coronavírus.

A empresa já havia pedido ao britânico para não publicar conteúdos que violem as políticas da plataforma. No momento da exclusão, o canal de Icke possuía quase 1 milhão de inscritos e continha conteúdos que relacionavam, sem qualquer fundamento científico, os sintomas da covid-19 com as redes móveis 5G.

Um porta-voz do YouTube disse ao Business Insider que "o YouTube possui políticas claras que proíbem qualquer conteúdo que contesta a existência e a transmissão da covid-19, conforme descrito pela OMS e pelo NHS [sistema de saúde público britânico]. Devido a contínua violação dessas políticas, encerramos o canal do YouTube de David Icke".

No final de abril, Susan Wojcicki, CEO do YouTube, disse que a plataforma removeria todos os conteúdos que contradizem as medidas indicadas pela OMS e tivessem "informações problemáticas" e "qualquer coisa que não tenha fundamento médico". A CEO não entrou em mais detalhes sobre como a medida seria aplicada.

No início deste mês, o Facebook removeu a página oficial de Icke na rede social. O YouTube ainda permitirá que conteúdos publicados por terceiros que tenham a presença de Icke permaneçam na plataforma.