PUBLICIDADE
Topo

Registros de buraco negro engolindo estrelas revelam fenômenos da galáxia

Registros sugerem que buracos negros podem dissipar estrelas em longas serpentinas - NASA/JPL-CALTECH
Registros sugerem que buracos negros podem dissipar estrelas em longas serpentinas Imagem: NASA/JPL-CALTECH

De Tilt, em São Paulo

30/01/2020 18h55

Em todas as galáxias, um buraco negro, bilhões de vezes mais pesado que o Sol, habita o seu centro. É possível ver seu brilho de longe, embora muitos deles estejam adormecidos — até o momento em que uma estrela passa muito próxima a ele e causa um evento de perturbação de marés, fenômeno luminoso que pode durar até um mês.

De acordo com a Science, uma nova geração de pesquisas está capturando diversas imagens desse acontecimento, dando origem a novas ideias sobre como eles acontecem e quais as suas consequências.

"Ainda estamos nas trincheiras, tentando entender os mecanismos físicos que alimentam essas emissões", diz Suvi Gezari, pesquisadora da Universidade de Maryland.

As imagens capturadas por esse estudo mostram que, assim que a estrela se aproxima do buraco negro, ela se fragmenta em milhares de pedaços.

Depois disso, o buraco negro engole metade da matéria que a compõe, enquanto restante se arqueia em longas serpentinas.

Esses fragmentos rapidamente recuam e se misturam ao disco que alimenta o material no centro do buraco negro. Nesse momento, sua temperatura chega a níveis extremamente altos, capazes de emitir radiação.

Suvi Gezari e seus colegas descobriram ainda que os espectros do evento de perturbação de marés se dividiam em três classes: dominadas por hidrogênio, hélio ou uma mistura de gases.

O hidrogênio provavelmente sinaliza grandes estrelas jovens, enquanto que os de hélio podem apontar para os núcleos de estrelas mais antigas, cujas camadas de hidrogênio foram arrancadas anteriormente - provavelmente por um contato anterior com o buraco negro.

A cientista aponta ainda que as proporções trazem maiores detalhes sobre as estrelas nos centros das galáxias, que, a medir pela distância da Terra, seriam impossíveis de sondar.