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Operação coíbe vendas ilegais na Black Friday; celulares chineses são alvos

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Imagem: Reprodução

De Tilt, em São Paulo

29/11/2019 12h19

Em ritmo de Black Friday, a Secretaria Estadual da Fazenda e Planejamento realizou ontem uma megaoperação envolvendo R$ 675 milhões em vendas irregulares de produtos eletroeletrônicos em plataformas de comércio digital, nos chamados "marketplaces".

O intuito da medida é coibir o comércio ilegal dos produtos, em sua grande maioria celulares, tablets e smartwatches de uma fabricante chinesa.

Partes dessas vendas ocorriam por meio da plataforma de comércio eletrônico de uma empresa especializada e muito conhecida no ramo. As supostas vendas eram realizadas por empresas enquadradas como Simples Nacional e Microempresas, várias delas não localizadas nos seus endereços cadastrais.

As vendas realizadas por essas empresas tinham preços bem inferiores aos praticados pelas lojas oficiais da fabricante chinesa e em quantidades bem superiores às importadas oficialmente pela representante da marca no país, o que despertou o interesse da fiscalização da Secretaria da Fazenda e Planejamento.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento pretende identificar como esse volume significativo de aparelhos eletrônicos entrou e foi posteriormente comercializado no país por empresas paulistas de fachada sem o recolhimento dos impostos devidos.

No total são 53 alvos de Araçatuba, Atibaia, Dracena, Franca, Guarulhos, Itapeva, Morungaba, Osasco, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Caetano Do Sul, São Paulo, Sumaré e Taboão Da Serra. Entre elas estão as empresas que realizaram as vendas, chamadas de "noteiras", os estabelecimentos da proprietária da plataforma de comércio eletrônico e também a representante no Brasil da fabricante chinesa de aparelhos eletrônicos.