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Fitbit Versa: "versão 'light' do Apple Watch atende o que eu precisava"

Fitbit Versa não é vendido oficialmente no Brasil - Gabriel Francisco Ribeiro/UOL
Fitbit Versa não é vendido oficialmente no Brasil Imagem: Gabriel Francisco Ribeiro/UOL

Rodrigo Trindade

De Tilt, em São Paulo

29/10/2019 04h00

Muitos anos antes de a Apple entrar no mercado de dispositivos vestíveis, uma outra empresa das proximidades do Vale do Silício inovava com um produto feito para estimular as pessoas a se exercitarem. A Fitbit surgiu em 2007 e, em 2010, lançou o Tracker, uma pulseira que registrava sua atividade física diária, padrões de sono e "gamificava" esses dados, te motivando a ser mais ativo.

Hoje o Apple Watch é o aparelho mais conhecido nesse segmento, mas também é um dos mais caros. Diante da ascensão da Apple, a Fitbit diversificou seu portfólio e tem, desde 2015, uma linha de smartwatches. O diferencial é que um dos produtos da marca é mais acessível e foi este, o Fitbit Versa, que eu adotei para ser meu companheiro de caminhadas e idas à academia.

Vou ser bem honesto: quem escolheu foi minha mãe. Eu tinha uma Mi Band 3, que eu tinha comprado para ter uma ideia de quantos passos eu dava por dia, como estavam meus batimentos cardíacos e qual era a qualidade do meu sono. Mas a pulseirinha inteligente da Xiaomi é limitada, dependendo de um smartphone para quase qualquer tipo de atividade.

Minha mãe me viu usando a Mi Band 3 e ficou curiosa para experimentar algum aparelho do tipo. Voltando de uma viagem no exterior, ela parou no Duty Free e viu algumas opções semelhantes. O Apple Watch estava fora do orçamento dela, apesar de ser um produto com design bonito e repleto de funções —muitas das quais ela não usaria.

O Fitbit Versa chamou a atenção pelo design e preço mais em conta que outros concorrentes. Parecido com o Apple Watch graças à aparência mais "quadrada", o relógio também era mais barato que outros concorrentes como o Galaxy Watch, da Samsung. 100% preto, o aparelho também era ótimo para vestir com quase qualquer modelito.

A minha "escolha" por ele veio uns meses depois, por curiosidade para ver qual a diferença dele para uma simples pulseira inteligente.

Em um primeiro momento, o Fitbit Versa se assemelhava à Mi Band 3. Você precisava do seu smartphone com o bluetooth ligado para inicializar o dispositivo vestível. Assim como a pulseira da Xiaomi, o smartwatch tinha seu próprio aplicativo, onde tive que criar uma conta onde os dados sobre a minha saúde ficariam armazenados.

As diferenças começaram ali. Enquanto o app da Xiaomi oferecia recursos bem mais limitados, o da Fitbit era mais completo. Ele te apresenta programas de exercícios, sugere desafios de atividades e permite que você inclua outros parâmetros no seu registro de atividades além dos passos, calorias gastas, horas dormidas e batimentos cardíacos —dá para registrar o que você comeu e quanta água você tomou.

Uma vez habilitado, o smartwatch tem certa independência do celular, ao contrário da pulseira inteligente. Ele é capaz de registrar sua atividade com mais precisão e possui mais variações de exercícios, incluindo musculação, opção que não existe na Mi Band 3.

O Fitbit Versa também me chamou a atenção pela boa variedade de visuais que você pode dar para o relógio, que vão desde ponteiros tradicionais a outros desenhos que incorporam mais informações, como passos dados e calorias gastas.

O smartwatch virou meu companheiro do dia a dia. Muita gente que conheço parou de usar relógios desde que começou a usar smartphones, recorrendo ao sempre celular para checar o horário. Eu era um desses, mas esse hábito perdeu espaço desde que arranjei a Mi Band 3 e foi praticamente extinto quando peguei o Fitbit Versa.

Além desse uso óbvio, eu sempre confiro os dados da minha atividade física e busco atingir minhas metas diárias e semanais. Tento pelo menos atingir 75% dos 10 mil passos diários recomendados e levantar durante todas as horas do expediente. Para essa segunda meta, o relógio é ótimo, já que ele me lembra de ficar em pé e andar um pouco quando faltam 10 minutos para completar cada hora.

O registro de sono que o Fitbit Versa faz é mais detalhado que o da Mi Band 3, dividindo os cochilos em quatro fases, desde o sono profundo até o acordado. Só fiquei intrigado com um detalhe: foram muitas as noites em que o acompanhamento acabou no meio da madrugada, embora eu continuasse "dormindo" por mais algumas horas.

O Fitbit Versa até permite a instalação de uma série de outros aplicativos, como Uber e Spotify, mas não vi motivo para usá-los. Ele não tem tantos recursos quanto um Apple Watch, mas atendeu tudo o que eu precisava com um bônus: uma bateria que dura bem mais do que um só dia.

O Fitbit Versa que eu usei não foi comprado no Brasil, mas ele pode ser encontrado no nosso território. O Duty Free do Aeroporto Internacional de Guarulhos, por exemplo, tinha unidades à venda por cerca de US$ 200.

Você também consegue encontrar o smartwatch à venda em marketplaces como a Amazon, mas em todos os lugares que vi o preço estava acima de R$ 1.000. Nos Estados Unidos, a Fitbit já vende o Versa 2, uma versão melhorada do relógio, por cerca de US$ 200; a que eu usei varia de US$ 139 a US$ 169.

Para efeito de comparação, o Apple Watch Series 3, lançado há 2 anos, segue no mercado e custa, agora, US$ 199. Ele tem mais recursos, mas tem uma autonomia de bateria bem menor do que o Fitbit Versa.

A cada 15 dias, Tilt te mostra algum produto que não está disponibilizado oficialmente no Brasil para você entender para que as pessoas usam essas tecnologias vendidas no exterior.

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