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Fone bluetooth chinês BlitzWolf: "barato, tem som potente e muita bateria"

Fone bluetooth BlitzWolf FYE7, opção chinesa - Divulgação
Fone bluetooth BlitzWolf FYE7, opção chinesa Imagem: Divulgação

Marcella Duarte

Colaboração para Tilt

04/02/2020 04h00

Como muita gente por aí, decidi investir em um fone totalmente sem fio ("true wireless"), como o AirPods, da Apple, e o Galaxy Buds, da Samsung. Eu já usava um fone bluetooth, porém um daqueles com um fio conectando um lado do fone ao outro.

Para ter mais liberdade para ouvir música no dia a dia, queria um que fosse realmente sem fios nenhum. E o escolhido por mim foi o BlitzWolf FYE7, que não é vendido de forma oficial no Brasil.

Eu não queria investir tanto dinheiro em um produto ao qual eu não tinha certeza se me adaptaria. Pesquisei os melhores custo-benefício e encontrei a marca chinesa BlitzWolf. Ela tem diversos modelos de fone sem fio, estilo "earbuds" (cápsulas intra-auriculares) ou "headphone" (com arco na cabeça e conchas almofadadas nas orelhas).

Optei pelo modelo TWS Dynamic Dual Drivers, chamado BW-FYE7, que prometia melhor qualidade de som por ter dois drivers de áudio e cancelamento de ruídos. Pequeno e leve, tem o design parecido com o concorrente da Samsung.

Outro ponto alto é o Bluetooth 5.0, que garante rapidez na conexão e maior estabilidade do sinal. Mesmo em ambientes com interferências ou com o celular a metros de distância, ele continua funcionando - segundo o fabricante, o alcance chega a 10 metros.

É resistente a água IPX-4, o que garante proteção contra respingos de chuva ou suor, muito útil para corridas e outras atividades físicas.

No primeiro uso, tive de parear o acessório nas configurações de bluetooth do meu celular. Rápido e simples. Depois disso, toda vez que tiro os fones da caixinha, eles já ligam e pareiam automaticamente. Até agora, nunca deu falha nisso - problema que já tive com outros acessórios chineses.

É possível parear apenas um dos lados do fone, mantendo o áudio estéreo. E eles desligam sozinhos quando recolocados na caixinha. Um Led em cada lado indica se o fone está ligado e pareado (azul piscando) ou carregando (vermelho).

Falando em caixinha, ela é bem construída e compacta; cabe em qualquer bolsa e não incomoda nos bolsos. E funciona como um powerbank: fones pequenos com conectividade bluetooth em geral têm baixa autonomia de bateria, o que é compensado pelos estojos carregadores que alguns modelos oferecem.

No caso do BlitzWolf FYE7, o fabricante promete cerca de quatro horas de uso na bateria interna dos fones e mais 16 horas armazenadas na bateria da caixinha, totalizando umas 20 horas de funcionamento não continuo - você precisa guardar eles no estojo para uma nova carga.

Para se ter uma ideia, essa autonomia é maior que a dos Galaxy Buds (seis horas no fone e sete horas no case) e não fica muito atrás da dos AirPods (cinco horas no fone e 24 horas no case). Claro que tudo depende do seu uso, incluindo o volume e o tipo de ação (chamadas consomem mais bateria que músicas).

O BlitzWolf FYE7 vem com borrachinhas auriculares extra, em três opções de tamanho. A média encaixou bem confortavelmente em meu ouvido; o fone não cai da orelha em corridas, por exemplo. Indico que você teste as diversas opções para ter certeza da que melhor se adapta ao seu corpo e seu uso.

Na academia, para exercícios que aumentam a pressão intracraniana (tipo aqueles com muitos pesos ou em posições bem inclinadas), ele vai soltando aos poucos. Mas é algo que acontece com qualquer fone deste tipo, até mesmo com meu antigo JBL Endurance Sprint, projetado para uso em atividades físicas.

Uso quase que diariamente, por duas a três horas, no transporte público, na academia e em caminhadas ou corridas ao ar livre.

Ouço música e atendo ligações facilmente com ele, que tem microfones embutidos dos dois lados, indicados por um pequeno furinho em cada fone. Os dois lados funcionam ao mesmo tempo durante uma chamada (em alguns modelos, só um deles é ativado).

Há um botão físico em cada lado do fone, que permitem pausar ou trocar de música, atender ou recusar chamadas e, o mais importante, controlar o volume (fones sem fio mais baratos, em geral, não têm essa útil função).

Também dá para acionar a Siri ou o Google Home, é só segurar um dos botões por alguns segundos para conversar com seu assistente. Ainda não há suporte para a Alexa que vive em meu Echo Dot.

Na prática, carrego fone e caixinha uma vez por semana, e isso é mais do que suficiente para meu uso. O carregamento é via cabo micro USB e leva menos de três horas - não precisa se preocupar em tirar imediatamente da tomada, pois o fornecimento de energia é cortado assim que chega aos 100%. Usando apenas a caixinha, uma carga completa dos fones demora mais ou menos uma hora.

A qualidade de som é muito boa, com bastante definição e graves potentes - claro que não é excelente como a de um par de fones de R$ 2.000, mas, para mim que não sou especialista em áudio, parece perfeito.

O cancelamento de ruídos também faz a diferença: você quase não ouve os barulhos externos.

A BlitzWolf não atua oficialmente no Brasil, então a opção mais tentadora é encomendar seus produtos diretamente da China, por meio de sites como Wish, Banggood e Aliexpress. Comprei o meu neste último, por cerca de R$ 120, e chegou em umas três semanas.

É bom lembrar que compras desse tipo estão sujeitas a impostos de importação, burocracias da Receita Federal, demora na entrega (pode chegar a três meses) ou até mesmo desaparecimento do produto.

Também dá para encontrar o BlitzWolf FYE7 em marketplaces brasileiros, como Mercado Livre. Lá, os preços atualmente variam entre R$ 250 e R$ 300. Nesse caso, lembre de verificar se o produto está no Brasil ou não - se não estiver, também terá de lidar com a demora e eventuais encargos.

De qualquer forma, o produto não será coberto por garantia.

Nesta seção, Tilt mostra como funcionam produtos que não estão disponibilizados de forma oficial no Brasil e quais usos as pessoas fazem deles lá fora.

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