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Google Pixel: "celular me deu a verdadeira experiência com Android"

Google Pixel 2 foi lançado em outubro de 2017 - Reprodução
Google Pixel 2 foi lançado em outubro de 2017 Imagem: Reprodução

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

01/10/2019 04h00

Ao contrário do que ocorre com o iOS, cujo uso é limitado aos aparelhos fabricados pela Apple, o sistema operacional Android, do Google, precisa ser adaptado a milhares de smartphones diferentes. O resultado disso é que, por mais que os fabricantes deixem o sistema "puro", ele acaba não rodando com o máximo de eficácia possível.

É aí que entram os aparelhos da linha Pixel, que estão para o Android da mesma forma que o iPhone está para o iOS. Projetados pelo Google, esses smartphones são os Android "oficiais" e contam com características únicas. E eu pude conferir isso desde o início de 2018, quando adquiri um Pixel 2.

Eu já era usuário Android desde o início da década e decidi comprar meu primeiro aparelho "top de linha" com o sistema operacional. Entre as opções que cogitei estavam o Samsung Galaxy S8 e o Google Pixel 2, dois dos principais aparelhos à venda no início de 2018. Como eu estava acostumado com versões mais puras do Android, acabei optando pelo aparelho do Google.

Como o Google não vende o celular no Brasil, restava esperar uma das frequentes viagens a trabalho para os EUA para adquiri-lo. Antes disso, porém, uma amiga viajou para o país e me fez a bondade de trazer o aparelho.

Além de contar com o Android mais puro possível, o Pixel 2 em questão tinha algo que me agradava: o design. E aqui é algo bem pessoal, uma vez que o visual "sem graça" torna o aparelho discreto, bem como suas dimensões reduzidas fazem ele caber em qualquer bolso.

As especificações do aparelho também eram interessantes e o tornam um modelo rápido até hoje: a combinação de processador Snapdragon 835, 4 GB de RAM e sistema operacional leve evita qualquer engasgo.

Como gosto de tirar fotos, a câmera do aparelho, extremamente bem avaliada na época de lançamento, também me empolgou. A construção usa lente única, porém o conjunto de alta qualidade somado a um pós-processamento usando aprendizado de máquina e inteligência artificial resultam em fotos excelentes, capazes de rivalizar até hoje com as produzidas por celulares "top de linha".

Além disso, donos de Google Pixel têm armazenamento ilimitado no serviço de nuvem do aparelho. Para quem curte tirar fotos, é um benefício e tanto.

Com o Pixel 2 em mãos, um ponto que chamou a atenção de cara foi o esforço minimalista do Google na hora de projetar onde o seu aparelho seria transportado até seus clientes. A caixa, simples, trazia o básico: carregador, cabo USB-C, adaptador de fone de ouvido (sim, o modelo seguiu a tendência de abandonar a entrada de 3,5 mm) e um manual.

Aqui, a primeira - de poucas, felizmente - decepção: o aparelho não traz nenhum fone de ouvido, por mais simples que seja. Considerando o valor de venda à época de US$ 649, era de se esperar um pouco mais - acabei comprando um fone bluetooth depois disso.

Já o destaque positivo vai para o carregador: deixar o aparelho ligado a ele por cerca de 20 minutos é o suficiente para completar a maior parte da bateria. É algo que pode "salvar a vida", considerando que autonomia não é exatamente a melhor das características dos smartphones atuais.

A configuração inicial segue o padrão dos aparelhos Android: com uma conta do Google, você conseguirá deixar o smartphone do seu jeito sem dificuldades. Em poucos minutos, o Pixel 2 já estava pronto para uso.

Eu usei o PIxel 2 por mais de um ano, sem qualquer ressalva. Além de nunca ter me deixado na mão em termos de desempenho - o que inclui até mesmo rodar alguns jogos e apps mais pesados -, a sua câmera foi uma fiel companheira.

Acabei, inclusive, deixando de lado uma câmera semi-profissional que eu usava na maioria das situações.

O relacionamento com o aparelho, no entanto, acabou dando uma esfriada por conta do meu trabalho como jornalista de tecnologia: hoje, divido o uso dele com um iPhone XS.

Se, por um lado, eu não faço mais uso intensivo do Pixel 2, por outro é possível notar sua qualidade, uma vez que não estranho quando resolvo deixar o aparelho da Apple - mais novo e mais potente - na gaveta e passar uns dias na companhia do Android.

Essa é a parte mais chata dos aparelhos da linha Pixel: onde comprar. É possível encontrar os modelos da linha Pixel 3 na loja online do Google, porém não há entregas para o Brasil - cartões de crédito daqui também não são aceitos.

Já em países como os Estados Unidos é possível adquirir o modelo em lojas físicas da operadora Verizon, a "oficial" do aparelho, e também em lojas da rede Best Buy.

A parte interessante é o preço do aparelho: a versão convencional do Pixel 3, com 64 GB de armazenamento e desbloqueada, sai por US$ 499 (pouco mais de R$ 2.000, em conversão direta), ante o preço de lançamento de US$ 799 (equivalente a R$ 3.200). É um belo preço, considerando os aparelhos de desempenho similar oferecidos pela concorrência.

E, a julgar pela minha experiência com o Pixel 2, se você curte Android e tem meios de adquirir o aparelho, vá em frente e dificilmente se arrependerá. Só vale lembrar que ainda neste mês o Google deverá apresentar os novos Pixel 4 - fique ligado na cobertura de Tilt.

A cada 15 dias, Tilt traz para você histórias de quem utiliza um produto que não está disponível oficialmente no Brasil para compras.

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