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Coronavírus: Máscara, distância e isolamento: as dicas dos coreanos do LoL

Mesmo sem epidemia, é a postura de higiene e distanciamento é comum em países asiáticos - Divulgação/Riot Games Brasil
Mesmo sem epidemia, é a postura de higiene e distanciamento é comum em países asiáticos Imagem: Divulgação/Riot Games Brasil

Gabriel Oliveira

Colaboração para o START

24/03/2020 12h00

Medidas de higiene e comportamento social comuns em países asiáticos servem de exemplo para os brasileiros no enfrentamento à disseminação do novo coronavírus. Jogadores profissionais de League of Legends (LoL) da Coreia do Sul que estão no Brasil confirmam que o uso de máscaras por doentes e os cumprimentos sem contato físico são eficazes para evitar a transmissão de enfermidades como a covid-19.

Kim "Rainbow" Soo-gi, pro-player do Santos e-Sports, conta que sul-coreanos com doenças infecciosas permanecem em casa, usam máscaras se precisam sair às ruas e lavam as mãos constantemente. São exatamente as medidas que as autoridades brasileiras pedem que a população adote em razão do novo coronavírus.

Na Coreia do Sul, contudo, isso é uma "questão cultural", ressalta Rainbow. Mesmo sem epidemia, é a postura adotada pelo povo, inclusive em outros países da Ásia, como no Japão. "Os próprios coreanos evitam contato com outros para diminuir a contaminação".

Karina "Yoonie1" Sung He Yoon é tradutora na KaBuM - Divulgação/Riot Games Brasil
Karina "Yoonie1" Sung He Yoon é tradutora na KaBuM
Imagem: Divulgação/Riot Games Brasil

"Os coreanos são extremamente empáticos. Por se colocarem no lugar do próximo, em situações como a atual, empenham-se ao máximo para não transmitir a doença aos outros", comenta a tradutora Karina "Yoonie1" Sung He Yoon, que é filha de coreanos e trabalha na KaBuM auxiliando os cyber-atletas estrangeiros da equipe de LoL.

Yoonie1, que respondeu às questões do START com a colaboração dos jogadores Lee "Parang" Sang-won e Na "Wiz" Yoo-joon, acredita que os coreanos podem servir de exemplo para os brasileiros porque enfrentam crises como a atual com responsabilidade. "É respeitar os avisos que são divulgados para prevenção, como evitar sair de casa, e não tratar as informações como um exagero, seguindo as precauções recomendadas".

Nada de beijos!

StarDust ao lado de Goku destaca que é hora de ser mais cuidadoso - Divulgação/Riot Games Brasil
StarDust ao lado de Goku destaca que é hora de ser mais cuidadoso
Imagem: Divulgação/Riot Games Brasil

Além do uso de máscara e do isolamento social em caso de doença, outra característica do povo da Coreia do Sul é o distanciamento na hora dos cumprimentos.

Ao contrário dos brasileiros, que dão beijos e abraços, inclusive em desconhecidos, os coreanos só acenam ou se curvam em direção à outra pessoa. No máximo, há um aperto de mão, que pressupõe envolvimento e é visto como sinal de respeito.

O mid laner se tornou líder das Filas Ranqueadas brasileiras no início de março deste ano - Michal Konkol/LEC
O mid laner se tornou líder das Filas Ranqueadas brasileiras no início de março deste ano
Imagem: Michal Konkol/LEC

"Eu fiquei surpreso de como os brasileiros são calorosos", admite Rainbow, do Santos. "Na Coreia não é assim, somente aperto de mão. Se eu der um abraço e um beijo em uma mulher com quem não tenho intimidade, ela me dá um tapa na cara".

O treinador-chefe do Flamengo, Son "StarDust" Seok-hee, destaca que a maior proximidade faz parte da "cultura ocidental", mas que "é hora de ser mais cuidadoso". Ele diz que todos no País "devem se distanciar ao máximo uns dos outros".

Ao chegar no Brasil, StarDust ganhou o apelido de "Mister", referência a Jorge Jesus, técnico de futebol - Divulgação/Riot Games Brasil
Ao chegar no Brasil, StarDust ganhou o apelido de "Mister", referência a Jorge Jesus, técnico de futebol
Imagem: Divulgação/Riot Games Brasil

StarDust também chama atenção dos jovens que acompanham as competições de esportes eletrônicos para a necessidade de se conscientizarem sobre as precauções necessárias. "Eu raramente vejo pessoas com máscaras no Brasil. A covid-19 não prejudica muito os jovens, então eles não se preocupam. Mas deveriam. Para que a transmissão seja interrompida".

Preocupação

Pro players asiáticos ficaram preocupados com seus familiares - Divulgação/Riot Games Brasil
Pro players asiáticos ficaram preocupados com seus familiares
Imagem: Divulgação/Riot Games Brasil

Os entrevistados pelo START dizem que não tiveram parentes infectados pelo novo coronavírus na Coreia do Sul, onde a doença já contaminou 8,9 mil cidadãos e matou mais de 110.

"Minha família em Seul fica calma em casa, esperando que isso passe. Minha mãe trabalha em um restaurante e, quando a disseminação de covid-19 se tornou séria, decidiu fechar o estabelecimento por um mês", conta StarDust.

Mesmo distantes, os jogadores são sempre informados sobre a atualização dos testes nos países de origem  - Divulgação/Riot Games Brasil
Mesmo distantes, os jogadores são sempre informados sobre a atualização dos testes nos países de origem
Imagem: Divulgação/Riot Games Brasil

"Nossos parentes sempre nos informam sobre a atualização dos testes para detectar possíveis contaminações, como está o isolamento de pessoas infectadas e o tratamento intensivo aos pacientes com monitoramento contínuo", relatam Yoonie1, Parang, Wiz, da KaBuM.

Eles confessam que os familiares estão preocupados com a situação no Brasil e em constante contato para saber se estão tomando todas as medidas recomendadas pelas autoridades.

No Brasil ele passou por CNB e KaBuM, e faz Doutorado em Psicologia com ênfase em eSports - Arquivo Pessoal
No Brasil ele passou por CNB e KaBuM, e faz Doutorado em Psicologia com ênfase em eSports
Imagem: Arquivo Pessoal

Na semana passada, o START mostrou o êxito da Coreia do Sul em conter a covid-19 a partir da óptica do pesquisador brasileiro Rafael Pereira, de 33 anos, que faz o Doutorado em Psicologia de eSports na capital sul-coreana Seul.

Os torneios oficiais de LoL no Brasil estão temporariamente suspensos em razão do novo coronavírus. O Campeonato Brasileiro (CBLoL), dos times da elite, e o Circuito Desafiante, da 2ª divisão, foram interrompidos e ainda não têm data para serem retomados. Também como precaução, as equipes brasileiras desocuparam os centros de treinamento e pasaram a trabalhar no sistema de home office.

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