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O episódio de "Pokémon" que mandou mais de 600 crianças para o hospital

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Imagem: Reprodução

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do UOL, em São Paulo

30/08/2017 04h00

No dia 16 de dezembro de 1997, crianças japonesas sentaram-se em frente à TV para acompanhar um novo episódio de "Pokémon". Momentos depois, centenas delas passaram mal e precisaram ser levadas a hospitais.

Por conta de técnicas de animação que especialistas avaliaram posteriormente como "imprudentes", o episódio 38 do desenho causou sintomas adversos em pelo menos 685 crianças, como náusea, dores de cabeça pesadas e até mesmo ataques epiléticos, que foram admitidas em hospitais por todo o país. Mais de 100 delas precisaram ser internadas.

No Brasil, onde "Pokémon" ainda nem existia, a repercussão do caso foi imediata: jornais noticiaram o ocorrido e surgiram rumores de que a série era "do diabo."

A real explicação para o ocorrido, claro, era muito mais lógica.

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De acordo com um comitê de cientistas contratados pela TV Tokyo na época, os efeitos luminosos que ocorrem no episódio após Pikachu disparar um ataque elétrico para destruir mísseis estimulavam o cérebro de maneira muito forte, muito rapidamente.

Por causa da cena, que durou apenas 6 segundos, o desenho acabou ficando fora do ar por 4 meses, e as redes de TV japonesas passaram a adotar regras na produção de animações. Certos padrões de luzes, cores ou formas tornaram-se proibidos, a fim de evitar que algo parecido acontecesse novamente.

Até os dias atuais, animes reduzem o contraste da imagem na hora de explosões, e vêm acompanhados de avisos que aconselham os espectadores a sentarem-se longe da TV e em quartos bem iluminados.

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