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E3: "Assassin's Creed Syndicate" simplifica parkour para atrair jogadores

Pablo Raphael

Do UOL, em Los Angeles

18/06/2015 20h56

Sem o destaque dado pela Ubisoft em edições anteriores da E3, “Syndicate” parece uma investida mais sóbria da produtora na série “Assassin's Creed”. E mesmo que a Ubi dê mais destaque para “Rainbow Six” ou “Ghost Recon: Wildlands” em 2015, a fila para testar o game era uma das maiores do estande da publisher francesa.

UOL Jogos experimentou uma série de missões de “Syndicate”, todas envolvendo tomar o controle de uma das áreas de Londres das mãos de outra gangue. Controlando Jacob Frye, um dos dois protagonistas, o objetivo era eliminar os capangas da gangue e libertar os meus aliados.

De cara, chama a atenção a reprodução da cidade, muito bem feita como em todos os “Assassin`s Creed”. As ruas não são excessivamente apinhadas de gente como em “Unity”, mas têm uma boa variedade de pedestres e de carruagens - que podem ser roubadas por Jacob durante o jogo.

O personagem também é muito bacana e cheio de detalhes, com destaque para a atenção à maneira que Jacob tira a cartola e puxa o capuz quando entra em modo furtivo. O personagem também é cheio de recursos, como um gancho que usa para sair das ruas e alcançar rapidamente o topo de um prédio.

A missão se passa no distrito financeiro de Londres, uma área rica da cidade e com ruas bem largas. Ótima oportunidade para demonstrar outro uso do gancho, que serve de tirolesa nessas horas. Assim como em “Batman”, é só mirar na direção do outro prédio e quando avistar o comando, apertar o botão de ombro do controle para disparar o gancho e partir na direção desejada.

A maior novidade na movimentação, porém, é a simplificação do parkour. Agora, basta apontar e apertar um gatilho e um botão para subir pelas paredes e correr por telhados. O jogo se encarrega das escaladas e pulos, busca o caminho mais rápido e não erra os movimentos. É legal de se ver, mas remove o desafio da exploração.

Talvez com isso a Ubisoft consiga atrair uma parcela de jogadores novos para a série, aqueles que tentaram jogar "Assassin's Creed" no passado e se frustraram com a falta de precisão nos controles de movimento, por exemplo.

Combate brutal

Outro elemento inspirado em “Batman" é o combate corpo a corpo. “Assassin's” sempre teve um sistema de bloqueio e contra-ataque, mas agora os combrs que você faz são mais brutais, com chaves de braço e joelhadas na cara, entre outros golpes típicos de brigas de rua.

Após dois assassinatos bem tradicionais (caindo sobre um olheiro inimigo e atacando o outro de dentro de uma carroça de feno), tento eliminar o terceiro saltando da tirolesa sobre ele. Errei o tempo do comando e a invasão furtiva já era. A gangue é alertada e vêm atrás de Jacob, subindo pelos telhados numa perseguição bem persisente.

Tento fugir para uma área mais apropriada para a luta, o jogo vai marcando com a silhueta de Jacob onde os inimigos me viram pela última vez. Atraio a gangue para um telhado maior e lá dou cabo deles com socos, agarrões e assassinatos oportunos. A luta é bem mais intensa do que em outros “Assassin’s” e vários inimigos atacam Jacob ao mesmo tempo.

Uma vez eliminados os capangas, minha gangue toma a fortaleza no meio do território inimigo. Isso atrai a atenção da líder rival e Jacob precisa eliminar a moça. Para isso, entro primeiro numa perseguição pelas ruas de Londres, roubo uma carruagem e corro atrás da adversária.

A corrida não é rápida e é até meio esquisita, mas diverte com o movimento oscilante do veículo, as batidas em outras carroças e a reação dos pedestres. Muitos se assustam quando passo correndo muito perto, outros me xingam e a polícia fica em alerta após eu atropelar um pobre guarda que atravessava a rua.

Termino a corrida e começa a batalha final pelo território. Jacob não luta sozinho nessa: sua gangue aparece e a cena que se desenrola lembra muito as batalhas do filme “Gangues de Nova York”. O objetivo é eliminar 10 soldados inimigos - a gangue que alcançar esse número primeiro vence e domina a área.

Pena que as missões anteriores não tem impacto nessa: libertar os seus capangas lá na fortaleza dos adversários (ou deixar algum morrer) não muda o número de aliados que Jacob tem nessa hora. A luta que se segue é divertida e com vários companheiros distribuindo socos e pontapés, aproveito para finalizar os oponentes pelas costas - ninguém disse que precisava ser uma luta limpa!

Revolução ou evolução?

“Assassin’s Creed Syndicate” não tenta revolucionar a série, mesmo com a inserção de novos elementos ao combate e na movimentação. Os gráficos são praticamente iguais aos do game do ano passado, mas o protagonista é melhor acabado, o que é o mínimo que se espera.

Mesmo que não marche para o futuro na velocidade da Revolução Industrial que representa, “Syndicate" tenta colocar “Assassin's Creed” nos trilhos, limando excessos e se concentrando mais na narrativa principal. Mesmo a guerra de gangues que compõe boa parta das missões secundárias faz parte disso, pois Jacob e a irmã precisam consolidar seu poder para enfrentar os poderosos Templários que mandam na alta sociedade londrina.

“Assassin's Creed Syndicate” sai em 23 de outubro para PlayStation 4 e Xbox One. O jogo terá uma edição posterior para PC, ainda sem data de lançamento definida.