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Valorant começa bem e cenário profissional se mostra promissor

"First Strike": o primeiro campeonato oficial de Valorant já definiu os 8 melhores times do Brasil - Divulgação/Riot Games
"First Strike": o primeiro campeonato oficial de Valorant já definiu os 8 melhores times do Brasil Imagem: Divulgação/Riot Games
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

17/11/2020 10h14

O cenário brasileiro de Valorant, FPS tático lançado pela Riot Games em junho deste ano, deu seus primeiros passos "oficiais" no último fim de semana. De sexta-feira até domingo, 32 times disputaram oito vagas no First Strike, primeiro evento presencial desenvolvido pela produtora para o país.

O game já deu um importante recado no que diz respeito ao desenvolvimento de rivalidades, narrativas e construção de personagens em solo brasileiro —sempre fértil para bons resultados em jogos de tiro em primeira pessoa.

Gamelanders, Havan Liberty, Nimo oNe, B4, Fusion Fraggers, NeedMoreDM, paiN Gaming e Mix serão as equipes envolvidas na disputa de uma premiação total de R$ 200 mil entre os dias 3 e 6 de dezembro.

A diversidade aparece no perfil dos times: há lines vinculadas a organizações já tradicionais no país, assim como outras que ainda não defendem nenhum escudo e, mesmo assim, garantiram uma vaga no restrito espaço das oito melhores do país.

Desde o Beta Fechado do game, já era possível perceber que Valorant despertava empolgação e prometia uma boa entrega enquanto esporte eletrônico no Brasil. Jogadores de diversos outros FPS se interessaram e se envolveram diretamente nos primeiros passos do cenário. Counter-Strike, Point Blank, CrossFire, Overwatch... Com o "know how" da Riot Games, simbolizado pelo sucesso do CBLoL, o game caminhou rapidamente no sentido competitivo.

A estratégia de já dar em dezembro um "gostinho" do que pode vir a ser o cenário a partir do ano que vem é um grande acerto e um gerador interessante de expectativas para o Valorant, já expandido para outras regiões além do Brasil: América do Norte, Europa, Comunidade dos Estados Independentes, Turquia, Ásia, Oceania e Oriente Médio.

Valorant é um jogo extremamente competitivo que tem apelo mundial e conta com os elementos necessários para se tornar o principal eSport do cenário. First Strike fornecerá ao nosso próspero ecossistema competitivo a plataforma ideal para demonstrar todo o talento da comunidade, criar legados regionais e construir uma base que apoiará o eSport por vários anos
Whalen Rozelle, diretor sênior de eSports da Riot Games, quando o First Strike foi anunciado

Os estímulos regionais, manifestados através de campeonatos locais (no Brasil, são exemplos disso a Copa Rakin, o ON Fire e a EVOlution Open) e também da Série Ignição, colocaram na estrutura competitiva do Valorant os primeiros elementos de um alicerce, que deverá ser pavimentado com o First Strike, servindo de base para o que será construído na sequência. Um caminho consciente e bem estruturado para o ecossistema do game.

Ainda é cedo para as projeções internacionais e para pensar como o Brasil desempenhará diante de adversários estrangeiros - ou como se darão esses encontros. Porém, o balanço de momento, do que está sendo feito internamente, é positivo. Os fãs já contam com campeonatos de alto nível e podem escolher seus jogadores ou times favoritos com poucos meses de cenário. Essa é uma vitória para todos os fãs de eSports.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.