Americana viraliza ao amar livro de Machado; por que livro é tão cativante?

Uma influencer literária americana viralizou no TikTok ao dizer o quanto se apaixonou pelo livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis. Courtney Henning Novak faz desafio de ler um clássico por país. A publicação ultrapassou 700 mil visualizações.

Velha conhecida da lista de pré-vestibulares, muita gente tem preconceito com a obra. Mas se engana quem acha que vai se deparar com uma "chatice". Machado de Assis era, no mínimo, criativo, e sabia muito bem despertar a curiosidade do leitor.

@courtneyhenningnovak I have a hundred pages left of The Posthumous Memoirs of Bras Cubas by Machado de Assis and this is already my favorite book. End of discussion. I do not care if the last hundred pages is just the word "banana" printed 10,000 times. Best. Book. EVER. #readaroundtheworld #booktok ? original sound - Courtney Henning Novak

Veja seis motivos para, assim como a americana, encantar-se com o livro:

O protagonista/narrador já morreu

A gente sabe que o livro é sobre memórias póstumas, mas quem escreve é ninguém menos que o próprio protagonista depois de sua morte. Não à toa, ele começa a história dedicando-a "ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver".

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

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Memórias póstumas de Brás Cubas
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Principis; 3ª edição - 192 páginas

Clássicos Zahar; 1ª edição - 424 páginas

Excelsior; 1ª edição - 336 páginas

A rabugice

Pela maneira como narra a história, Brás Cubas parece ser alguém bem rabugento, que viveu cercado por poucas pessoas por não ter "paciência com quem está começando". Esse seu comportamento dá uma pitada cômica à história.

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O livro é uma conversa

Machado não narra a vida de Brás Cubas de forma poética, mas sim cria uma conversa entre o autor e o leitor. É como se estivéssemos sentados, tomando um café, ouvindo um velho senhor contar seus causos.

É quase uma história de mistério

Logo no primeiro capítulo Brás Cubas explica a causa de sua morte: pneumonia. Mas garante que a doença não é a única culpada. E por acreditar que o leitor não levará a sério sua teoria, diz que vai explicar ao longo da história (o que ele faz) o que o levou ao óbito. Antes mesmo do sucesso dos thrillers, Machado de Assis já criava um final que promete uma reviravolta na história.

Tem traição também

Machado, não dá para negar, gostava dessa história de traição. Toda a trama de "Dom Casmurro" deixa nas entrelinhas uma possível infidelidade de Capitu. Mas no caso de Brás Cubas, ele era o amante. Solteirão, ele teve por anos um caso com uma namorada da juventude que era casada com um político importante —que reaparece para lhe fazer companhia no leito da morte.

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Os capítulos são bem curtinhos

A linguagem do livro não é das mais fáceis, mas você não precisa se preocupar com longos capítulos cheios de narração. Brás Cubas vai direto ao ponto sobre o que ele quer explicar. Quase como se não tivesse tempo a perder, sabe? O que sempre deixa quem está lendo com vontade de saber mais.

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