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Ressentido, Mário Frias mancha o bom nome da novelinha Malhação

Jair Messias Bolsonaro e Mário Frias  - Reprodução/Montagem
Jair Messias Bolsonaro e Mário Frias Imagem: Reprodução/Montagem
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Colunista do UOL

06/09/2020 16h52

A novelinha teen Malhação é um dos pilares da moderna televisão brasileira. No ar desde 1995, aborda assuntos muito importantes para nossa sociedade e também lançou uma miríade de atores e atrizes que alcançaram o topo do star system.

Durante muito tempo, foi vista como um celeiro de talentos para a Globo. Basta lembrar que figuras como Cauã Reymond, Sophie Charlotte e Juliana Paiva surgiram por lá. .

Nos primeiros anos, mesmo com a clara definição de temporadas por conta dos protagonistas que mudavam a cada ano, era uma narrativa que se passava em um mesmo universo. A partir de 2010, passou a ser uma antologia, tendo o título de Malhação mais como nome da faixa de exibição do que um mote.

Muito tempo antes dessa mudança, no distante ano de 1999, um desses protagonistas foi Mário Frias. Ao lado de Priscila Fantim, ficou bastante popular entre o público mais jovem.

Mas não conseguiu repetir o sucesso daquela época, observando bem menos repercussão em seus trabalhos posteriores, tanto como ator quanto como apresentador.

E parece ressentido por isso. Não por acaso, tornou-se secretário da Cultura do governo Bolsonaro, substituindo Regina Duarte.

Aparentemente feliz com a atenção atingida pelo cargo importante, tenta se recolocar sob os holofotes graças a iniciativas bastante discutíveis, como um vídeo um tanto desconexo e também empreendendo um ataque institucional contra o humorista Marcelo Adnet, que fez graça da peça audiovisual.

Como esteve na linha de frente da Malhação no período em que a novelinha era um grande vetor cultural e fez pouca coisa relevante na sequência, Mário Frias está intimamente conectado a ela. Com isso, o bom nome da atração está sendo manchado.

O crítico de TV Nilson Xavier chamou a atenção para isso no Twitter. É injusto depreciar uma instituição tão importante da nossa cultura popular por conta dos equívocos de um dos seus representantes menos destacados.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL