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Ômicron: 49 países já impuseram restrições a viajantes devido à variante

Os aeroportos do Reino Unido (foto) são alguns dos principais a se fecharem para os viajantes do sul da África - Getty Images
Os aeroportos do Reino Unido (foto) são alguns dos principais a se fecharem para os viajantes do sul da África Imagem: Getty Images

De Nossa

29/11/2021 17h58Atualizada em 30/11/2021 21h40

Após o anúncio de que a versão B 1.1.529 do coronavírus, agora batizada de ômicron, havia se tornado uma variante de preocupação para a Organização Mundial de Saúde (OMS) na sexta-feira (26), diversos países acenderam o sinal vermelho para a circulação de viajantes. Hoje, em documento enviado aos governos, a OMS elevou o alerta de risco global para "muito alto", com possibilidade de se espalhar pelos territórios de diferentes continentes de forma acelerada.

Temendo que o maior fluxo de passageiros durante as festas de fim de ano possa impulsionar uma nova onda global da doença, 49 países já impuseram restrições a viajantes que estiveram no Sul da África, onde a variante foi detectada originalmente. Veja quais são:

Alemanha

O país baniu voos de Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue. Apenas aqueles que transportem alemães ou residentes permanentes terão autorização de pouso e todos os passageiros, mesmo os já vacinados ou anteriormente infectados, serão obrigados a cumprir quarentena de 14 dias.

Argentina

Viajantes que estiveram no continente africano nos 14 dias anteriores à chegada na Argentina poderão entrar, mas devem apresentar PCR negativo no embarque, comprovante de vacinação, declaração de saúde, além de se submeter a um novo teste na chegada, cumprir quarentena de dez dias e repetir um exame ao fim do período para ser liberado para circular no território.

Austrália

Voos de entrada ou saída de Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia, Seychelles, África do Sul e Zimbábue foram suspensos por, ao menos, 14 dias. Estrangeiros residentes ou naturais de outros países que estiveram nestas nações africanas nos últimos 14 dias também estão proibidos de entrar na Austrália.

Como as regras de viagens tem sido flexibilizadas estado a estado no território australiano, as regras para quarentena também podem variar de acordo com a localidade.

Áustria

O país está em lockdown por causa da 4ª onda de covid-19 na Europa desde 22 de novembro, mas foi imposta uma proibição para aterrissagem de voos e entrada de viajantes que estiveram em Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbábue a partir de 27 de novembro. Apenas austríacos que estiveram na África poderão retornar para casa.

Bélgica

O primeiro-ministro De Croo anunciou na sexta que os voos originários da África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue estão proibidos de pousar na Bélgica. Cidadãos do país que retornam para casa deverão cumprir uma quarentena de dez dias.

Brasil

Estão proibidos voos com destino ao país que tenham origem ou passagem pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. Também está suspensa a autorização de embarque de viajantes estrangeiros que venham ou tenham passado por estes países nos últimos 14 dias. A medida não vale para cidadãos brasileiros que retornam para casa, no entanto.

A Anvisa ainda emitiu uma nota técnica no sábado (27) em que acrescenta a esta lista Angola, Malaui, Moçambique e Zâmbia, mas cabe ao Governo Federal acatar ou não a nova orientação.

Canadá

Cidadãos estrangeiros que tenham passado por África do Sul, Moçambique, Namíbia, Zimbábue, Botsuana, Lesoto e Esuatíni a partir de 12 de novembro em diante estão proibidos de entrar no país.

Canadenses ou residentes permanentes que estiveram em um destes territórios poderão voltar para casa, mas deverão apresentar um PCR negativo antes de embarcar para o Canadá e se submeter a um novo teste ao chegar. Também deverá ser cumprida a quarentena em um hotel até sair o resultado do exame. A partir de então, deve ser cumprida uma nova quarentena de 14 dias em casa.

Chile

As autoridades sanitárias proibiram os viajantes que estiveram em sete países do sul da África nos 14 dias que antecedem à viagem de entrar no país. São eles: África do Sul, Zimbábue, Namíbia, Botsuana, Lesoto, Essuatíni e Moçambique. Também foi descartada a abertura das fronteiras terrestres, prevista para 1º de dezembro.

Se tiverem completado o ciclo vacinal, os demais estrangeiros poderão entrar através dos quatro aeroportos que foram abertos em outubro, localizados em Santiago e nas cidades de Iquique e Antofagasta (norte) e Punta Arenas (extremo sul).

China

Enquanto o território continental da China não estabeleceu novos protocolos em relação a viajantes oriundos do continente africano por estar com suas fronteiras fechadas, a região de Hong Kong proibiu a entrada de quem passou pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia e Zimbábue nos últimos 21 dias.

Residentes de Hong Kong poderão retornar, mas devem passar sete dias em quarentena em um local determinado pelo governo onde serão testados e monitorados diariamente.

Após esta primeira quarentena, deverão cumprir novo período de isolamento de 14 dias em um hotel designado.

Cuba

Cuba exige a partir de 4 de dezembro um exame de PCR negativo e quarentena obrigatória de sete dias aos viajantes procedentes de África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia, Malaui e Essuatíni. Além disso, os passageiros devem apresentar um comprovante de vacinação completa e se submeter a um segundo teste já no sexto dia da chegada ao país. Caso o resultado seja negativo, o turista estará liberado da quarentena.

Quem chega à Cuba vindo da Bélgica, Israel, Hong Kong, Egito, Turquia e dos outros países da África subsaariana estará sujeito "às mesmas medidas que os países anteriores, com exceção da quarentena e de um PCR no sexto dia", afirmou o governo cubano.

Dinamarca

O país recomendou que seus residentes não viajem ao sul da África e introduziu uma quarentena obrigatória de dez dias, além de regime de testagem, para quem esteve em Angola, Malaui, África do Sul, Lesoto, Essuatíni, Moçambique, Zimbábue, Botsuana e Namíbia nos dez dias anteriores à chegada à Dinamarca.

Egito

Voos diretos vindos da África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia e Essuatíni estão proibidos de pousar no Egito, segundo a CNN.

Emirados Árabes Unidos

Apesar de não haver posicionamento de todos os emirados até o momento, Dubai está restringindo a entrada de viajantes que saíram ou passaram pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue, informou a companhia Emirates à CNN. Voos de saída dos Emirados para os países africanos, no entanto, continuam permitidos.

Espanha

Passageiros que chegam de Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbábue são obrigados a cumprir quarentena de 10 dias. Será possível sair do isolamento após um teste negativo no 7º dia. As regras já valem para as próximas duas semanas, mas poderão ser estendidas.

Residentes da Europa, Andorra, Mônaco, Vaticano e San Marino, assim como tripulantes de companhias aéreas, que estiverem apenas de passagem pela Espanha para viajar ao continente africano não serão submetidos às exigências.

Estados Unidos

O país proibiu a entrada de cidadãos estrangeiros que não residem nos EUA e estiveram nos últimos 14 dias na África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Essuatíni, Moçambique e Malaui.

França

Voos vindos da África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia e Essuatíni estão proibidos de aterrissar na França.

Grécia

Apenas aqueles que realizam viagens essenciais — como por motivos humanitários, diplomáticos e etc. — com origem da África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Moçambique, Essuatíni, Zâmbia e Malaui são autorizados a entrar no território grego.

Para a chegada, é necessária uma autorização da embaixada grega local ou de uma missão diplomática. Após a passagem pela fronteira, é obrigatório o cumprimento de quarentena em hotel por dez dias e testagem ao fim do período.

Israel

O Estado fechou suas fronteiras para todos os estrangeiros após a detecção da variante ômicron em seu território. Apenas cidadãos israelenses podem retornar ao país e terão de cumprir quarentena, mesmo completamente vacinados.

Itália

A "bota" já não recebe passageiros que estiveram na África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia e Essuatíni nos últimos 14 dias. A medida poderá ser prorrogada.

Japão

Por causa da ômicron, a partir de amanhã (30), as fronteiras do Japão se fecham completamente para cidadãos estrangeiros, inclusive estudantes internacionais, residentes temporários ou aqueles que visitam a família no país. Estrangeiros que têm residência no país e já se encontram lá, no entanto, podem ficar.

Maldivas

Turistas que viajaram ou transitaram por mais de 12 horas pela África do Sul, Namíbia, Moçambique, Lesoto, Botsuana, Zimbábue e Essuatíni nos últimos 14 dias não podem entrar no país desde ontem (28). Cidadãos locais ou que possuam um visto de longa permanência poderão entrar, mas terão de cumprir quarentena de 14 dias e se submeter ao protocolo de testagem.

Países Baixos

Todo viajante que esteve no Sul da África é obrigado a cumprir quarentena em um hotel determinado pelo governo holandês. Duas pessoas já foram presas por quebrar este protocolo.

Peru

Os voos entre o país e países do sul da África estão suspensos desde março de 2021, quando foi identificada no continente a variante beta. Esta proibição foi estendida agora até, pelo menos, 31 de dezembro deste ano.

Segundo a EFE, no sábado (27), o executivo peruano ainda atualizou as exigências de entrada para estrangeiros, que deverão apresentar um certificado de vacinação completa com a última dose recebida ao menos 14 dias antes da viagem, além de apresentação de PCR negativo para a covid-19 colhido até 72 horas antes.

Portugal

Desde ontem (29), passageiros que estiveram em Moçambique, África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue são obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias após a entrada em Portugal. As informações são da emissora portuguesa RTP.

Reino Unido

Seis países africanos já foram adicionados à "lista vermelha", instrumento do governo britânico para indicar quais destinos/pontos de origem são proibidos para seus residentes e visitantes. São eles: África do Sul, Botsuana, Lesoto, Essuatíni, Zimbábue e Namíbia.

Cidadãos britânicos ou irlandeses, além de residentes permanentes, que retornem de um destes países devem cumprir quarentena em um hotel por 10 dias, mesmo vacinados. Estrangeiros que tenham passado pelos países da lista vermelha são proibidos de entrar.

Suíça

Viajantes oriundos de países do Sul da África estão proibidos de entrar em território suíço. Já aqueles que estiveram no Reino Unido, Países Baixos, República Tcheca, Egito, Malaui, Hong Kong, Israel e Bélgica — todos países com casos confirmados da ômicron — devem apresentar um teste negativo para a covid-19 e completar quarentena de 10 dias ao chegar no país.

Tailândia

A partir de 1º de dezembro, estão banidos os voos e viajantes oriundos de Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbábue.

Turquia

Voos de Botsuana, África do Sul, Moçambique, Namíbia e Zimbábue estão proibidos de pousar na Turquia desde sexta-feira (26).

Mais fronteiras fechadas à vista?

Estabeleceram ainda restrições de entrada a quem vem de países do Sul da África: Angola; Arábia Saudita; Chipre; Filipinas; Guatemala; Índia; Irlanda; Indonésia; Jordânia; Kuwait; Malta; Marrocos; Maurício; Nova Zelândia; Omã; Paquistão; República Tcheca; Ruanda; Rússia; Singapura e Sri Lanka.

Esta lista pode sofrer alterações a qualquer momento, já que as autoridades sanitárias de cada nação estão monitorando a evolução da pandemia e atualizando constantemente os protocolos de circulação de pessoas. É possível, caso a variante ômicron se espalhe, que o número de restrições e de países atingidos por elas aumente.

Portanto, fique atento: Antes de planejar sua viagem, confira o status das fronteiras através dos canais oficiais — embaixadas, consulados e agências de turismo — de cada destino, além de consultar as companhias aéreas.