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Naomi Osaka e mais ativistas substituem "Angels" na Victoria's Secret

Naomi Osaka para a Victoria"s Secret - Reprodução/Twitter
Naomi Osaka para a Victoria's Secret Imagem: Reprodução/Twitter

De Nossa

18/11/2021 15h03

Naomi Osaka foi anunciada nesta quarta (17) como mais novo membro do VS Collective, grupo de embaixadoras da grife de lingerie Victoria's Secret, após o fim de suas famosas "Angels".

A tenista japonesa de 24 anos se junta a outras ativistas como a top brasileira Valentina Sampaio, a atriz Priyanka Chopra Jonas e a modelo Hailey Bieber. Ela deve promover pautas de saúde mental em parceria com a empresa.

Para o lançamento, foi divulgada uma entrevista da atleta conduzida por uma de suas colegas no coletivo, a fotógrafa Amanda de Cadenet, disponível no podcast da grife.

Naomi se disse "animada e orgulhosa" pela oportunidade. "Estou muito feliz que haja mais representatividade no mundo agora. Mal posso esperar para mostrar a vocês como funcionará minha parceria com a Victoria's Secret", anunciou em suas redes sociais.

A tenista é uma das principais vozes não só pelo fim do racismo e de apoio aos direitos das mulheres, como também pela saúde mental. Em maio, ela decidiu se retirar do torneio de Roland Garros, na França, por causa dos desafios emocionais que enfrentava e falou abertamente de sua depressão.

Ao site de moda WWD, Naomi relembrou suas primeiras experiências com a marca. "Eu me lembro de entrar nas lojas quando era criança e me perguntar por que nenhuma das mulheres nas paredes se parecia comigo. Hoje, no coletivo, podemos inspirar a próxima geração com nossas diferentes histórias, culturas e tamanhos. Isso representa um enorme progresso para mim".

O VS Collective faz parte da estratégica de reposicionamento da Victoria's Secret como uma marca mais diversa, inclusiva e que conduz relevantes tópicos para as mulheres. O grupo substituiu as cobiçadas Angels, modelos selecionadas pela grife para representá-la e liderar a passarela de seu desfile anual.

A mudança chega na esteira das inúmeras críticas por falta de diversidade de corpos e tons de pele, imposição de padrões, hiper sexualização das modelos e, sobretudo, após a saída de Ed Razek em 2019, um de seus principais executivos por anos e criador das Angels, acusado de assediar de modelos nos bastidores dos eventos.