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Brasileiros já podem viajar para os Estados Unidos?

Time Square, em Nova York - Getty Images/iStockphoto
Time Square, em Nova York
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Marcel Vincenti

Colaboração para Nossa

25/08/2021 04h00Atualizada em 04/10/2021 14h34

Uma legião de brasileiros tem nos Estados Unidos um de seus destinos de viagem favoritos. Mas, desde o começo da pandemia, ficou mais difícil voar entre o solo verde e amarelo e locais como Miami, Nova York e Chicago.

Isso porque o governo norte-americano colocou restrições para a entrada, em seu território, de viajantes provenientes do Brasil.

Brasileiros ainda podem ingressar na terra do Tio Sam, mas, via de regra, têm de cumprir algumas imposições antes de seu desembarque por lá.

No entanto, este período de maiores restrições está perto do fim. O governo Biden anunciou no fim de setembro que irá reabrir em novembro as fronteiras do país para viajantes do mundo todo, inclusive de áreas de risco segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) como o Brasil.

Quem poderá entrar nos EUA?

Brasileiros que receberam duas doses ou dose única de quaisquer imunizantes reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde há pelo menos 14 dias serão considerados totalmente vacinados e, portanto, terão sua entrada liberada no país, informou Thomas Skinner, porta-voz do CDC ao jornal "The New York Times".

Esta lista de vacinas inclui aquelas já aprovadas para uso nos EUA como Pfizer, Moderna e Janssen, e também a CoronaVac e a AstraZeneca, seja do tipo Vaxzevria (fabricada no Reino Unido) ou Covishield (a versão brasileira produzida pela Fiocruz).

No entanto, enquanto o governo americano pretende flexibilizar a entrada dos vacinados, aqueles que não foram vacinados devem ter sua entrada proibida a partir do próximo mês, informou o órgão.

Preciso cumprir quarentena?

Atualmente, brasileiros que pretendem entrar nos EUA não podem ter estado no Brasil nos 14 dias anteriores à sua chegada aos Estados Unidos. Isso obriga o viajante a passar estas duas semanas em um terceiro país, que não tenha restrições do governo norte-americano.

Uma destas nações (que, para muitos brasileiros, tem sido o lugar mais prático para passar esta espécie de quarentena de 14 dias) é o México, vizinho dos Estados Unidos e de fácil acesso para nós.

Com a mudança de regras, a partir de novembro será possível viajar diretamente de solo brasileiro para os Estados Unidos. O governo americano, até o momento, não determinou cumprimento de quarentena de viajantes que testarem negativo para a covid-19. Atualmente, é exigida a quarentena apenas daqueles que estiverem sintomáticos ao chegar em território americano.

Regras para os testes

No momento, antes do embarque para a terra do Tio Sam, é preciso cumprir outra regra sanitária: os viajantes internacionais são obrigados a fazer um teste viral três dias antes do embarque para os Estados Unidos e fornecer documentação por escrito do resultado do teste, em papel ou cópia eletrônica, à companhia aérea.

A partir de novembro, esta regra mudará parcialmente. Os turistas brasileiros continuarão obrigados a apresentar o teste negativo para a covid-19 realizado em até 72 horas antes do desembarque.

Já residentes americanos não vacinados que retornam do Brasil ou de qualquer outro país para o território deverão apresentar um exame feito em até 24 horas antes da chegada e deverão comprovar às autoridades de fronteira o agendamento e pagamento de um novo teste a ser realizado nos EUA, afirmou Jeffrey D. Zients, coordenador da pandemia da Casa Branca.

Os viajantes também devem checar frequentemente o site www.cdc.gov, pois os regulamentos estão sujeitos a mudanças e atualizações. Além disso, turistas devem estar em contato com a sua companhia aérea para informações sobre os regulamentos de embarque, trânsito e chegada nos Estados Unidos.

Para prestar atenção

Sócia da Fragomen no Brasil, multinacional especialista em assessorar viajantes a tirar vistos, Diana Quintas explica que, atualmente, brasileiros podem entrar nos Estados Unidos com o visto de turismo. Mas é importante seguir as recomendações clássicas: visto e passaporte válidos.

Além disso, há hoje outros países nos quais o viajante não pode ter estado nos 14 dias anteriores à sua chegada aos Estados Unidos, como Índia, China, Irã, África do Sul e diversas nações da Europa.

Sobre a atual opção de quarentena de 14 dias no México ou até uma primeira parada para curtir o país antes de chegar aos EUA em novembro, Diana alerta que é fundamental saber que o país vem enfrentando aumento de casos de covid-19 e que, também, já decretou bandeira vermelha em algumas regiões, o que pode afetar a viagem de lá para os Estados Unidos.

Monitoramento

Há viajantes provenientes do Brasil que atualmente não precisam passar 14 dias em um terceiro país antes de ingressar nos Estados Unidos, mas podem ser submetidos ao rastreio e a outras medidas para entrarem nos EUA.

Entre eles estão cidadãos americanos e residentes permanentes [portadores de Green Card]. "Mas quem viaja a turismo precisa cumprir a quarentena de 14 dias em países autorizados", explica Diana.

A partir de novembro, os turistas brasileiros também deverão informar as companhias aéreas seus números de telefones e e-mails, já que o CDC as obrigará a monitorar o estado de saúde dos passageiros nos dias seguintes ao desembarque para estabelecer novas medidas de cuidados caso haja sintomas ou resultados positivos para a covid-19.

Muito importante: durante a pandemia, os procedimentos de ingresso em territórios estrangeiros podem mudar de uma hora para outra.

Antes de realizar qualquer viagem internacional nos dias de hoje, verifique se houve alterações nas regras de entrada do destino que você irá visitar, principalmente envolvendo questões sanitárias.

Para viagens aos Estados Unidos, informações atualizadas podem ser encontradas através dos sites https://travel.state.gov/ e https://br.usembassy.gov/pt/.