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Alemanha vai afrouxar restrições de entrada no país em junho

Berlim, capital da Alemanha: país facilitou o retorno de turistas ao seu território nesta quarta (25) - Getty Images
Berlim, capital da Alemanha: país facilitou o retorno de turistas ao seu território nesta quarta (25) Imagem: Getty Images

da Deutsche Welle

25/05/2022 13h22

Ministro da Saúde afirma que viajantes que chegam à Alemanha não precisarão mais apresentar prova de vacinação contra covid-19, teste negativo ou recuperação da doença. Medida valerá entre junho e agosto, a princípio.

O governo da Alemanha decidiu nesta quarta-feira (25) flexibilizar as restrições de entrada no país que ainda vigoravam devido à pandemia de covid-19.

A partir de 1º de junho, viajantes que chegam à Alemanha não precisarão mais provar que estão vacinados contra o coronavírus, que testaram negativo ou se recuperaram da doença recentemente — a chamada regra 3G (geimpft, genesen, getestet - vacinado, recuperado ou testado).

O regulamento atual, em vigor até 31 de maio, exige a apresentação de um desses documentos a todos os maiores de 12 anos que ingressam no país, independentemente do país de origem.

O ministro alemão da Saúde, Karl Lauterbach, afirmou que a flexibilização valerá, a princípio, até o final de agosto. Segundo ele, a decisão visa facilitar a mobilidade e a liberdade de movimento durante o verão europeu. Ainda não está claro se as restrições serão reintroduzidas a partir de setembro.

Regras mais rígidas permanecerão em vigor para quem entra na Alemanha a partir das chamadas áreas de variantes do coronavírus — contudo, não há nenhum país nessa lista atualmente.

Lauterbach disse aos jornais do grupo de mídia Funke que, caso as restrições voltem a valer em setembro, a Alemanha passará a aceitar todas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e não apenas as validadas pela União Europeia (UE) — que é o caso da CoronaVac, aplicada no Brasil.

Os números de casos confirmados de covid-19 vêm caindo constantemente na Alemanha nas últimas semanas, e a maior parte das restrições foi abolida. Na terça-feira, autoridades registraram 64 mil novas infecções — mais de 20 mil a menos do que o registrado há uma semana.

Ao mesmo tempo, o governo anunciou na semana passada que planeja destinar mais 830 milhões de euros para a compra de vacinas que ajudariam o país a lidar com uma série de possíveis variantes durante o outono europeu, no segundo semestre.