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NBA pode suspender temporada se houver surto 'significativo' na Disney

LeBron James e Anthony Davis durante partida dos Lakers contra os Warriors pela pré-temporada da NBA - Sean M. Haffey / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AF
LeBron James e Anthony Davis durante partida dos Lakers contra os Warriors pela pré-temporada da NBA Imagem: Sean M. Haffey / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AF

Em Nova York (Estados Unidos)

26/06/2020 23h58

A NBA, liga de basquete profissional americana, anunciou ontem que está "confortável" com a decisão de retomar a temporada, embora tenha admitido que poderá voltar a suspender os jogos se o novo coronavírus, em forte expansão na Flórida, se propagar na sede da Disney World.

A campanha começará em 30 de julho, com um programa que inclui uma partida entre as duas equipes de Los Angeles, os Lakers de LeBron James e os Clippers de Kawhi Leonard, segundo o calendário divulgado ontem.

Em coletiva anterior com os jornalistas, o comissário da NBA, Adam Silver, disse que confia nos protocolos que serão estabelecidos no complexo esportivo da Disney World em Orlando, Flórida, e que eles serão suficientes para resguardar os jogadores e o restante do pessoal da dramática expansão do vírus no estado.

Há duas semanas a Flórida registra recordes de novos casos do coronavírus, com cerca de 9.000 ontem, quase o dobro do que tinha reportado em dias anteriores, elevando o total a mais de 123.000 contágios.

"O nível de preocupação aumentou", admitiu Silver. "Não só pelo aumento dos níveis na Flórida, mas em todo o país".

Embora a concentração em preparação "não seja impermeável, estamos essencialmente protegidos dos casos que nos rodeiam. Por estas razões, ainda nos sentimos muito confortáveis estando em Orlando", relativizou o comissário, que detalhou que os exames de coronavírus serão aplicados diariamente e haverá testes adicionais para os funcionários da Disney World que se alojar no exterior.

"Uma coisa que estamos aprendendo sobre este vírus é que há muitas coisas que são imprevisíveis", afirmou. "Minha conclusão final é que não podemos deixar o vírus para trás e que é algo com que vamos conviver no futuro próximo".

Silver se comprometeu a que se forem detectados casos positivos na "bolha" da Disney World, "ainda que seja um jogador All-Star", serão postos em quarentena e todos os contatos que tiver tido serão rastreados.

"Trataríamos esse teste positivo como se fosse uma lesão e não atrasaríamos a continuação dos playoffs", destacou.

No entanto, o comissário admitiu que um surto maior poderia levar a uma nova interrupção da temporada, que será disputada a portas fechadas.

"Se tivermos uma propagação significativa do coronavírus em nossa comunidade, isto poderia nos levar em última instância a pará-la", disse Silver, que assegurou que ainda não foi determinado qual cifra provocará a suspensão.

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com a Associação de Jogadores, a Disney e as autoridades de saúde pública da Flórida no que diz respeito a qual deve ser essa linha e até agora não se definiu com precisão", afirmou.

No âmbito dos preparativos para a retomada, a Liga submeteu nesta terça-feira a exames de coronavírus 302 jogadores das 22 equipes que vão disputar o torneio. Dezesseis testaram positivo, 5,3% do total.

A NBA não divulgou as identidades dos jogadores contagiados. No entanto, durante a semana, alguns deles informaram que testaram positivo para o coronavírus, entre eles Malcolm Brogdon, dos Indiana Pacers, e três jogadores dos Sacramento Kings: Buddy Hield, Jabari Parker e Alex Len.

Em um caso possivelmente anterior, o sérvio Nikola Jokic, astro dos Denver Nuggets, testou positivo em um controle na semana passada na Sérvia e seu retorno aos Estados Unidos foi adiado, reportou na terça-feira a ESPN.

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